Deputados argentinos que investigaram o incidente da Libra prometeram agir contra Eduardo Taiano, o procurador responsável pelo caso, após a divulgação de informações que sugerem uma relação mais profunda entre o presidente Javier Milei e Mauricio Novelli, um associado por trás do lançamento do token.
Um grupo de deputados argentinos está se preparando para tomar medidas para acelerar a investigação da Libra após a divulgação recente de dados que ligam o presidente Milei a algumas pessoas envolvidas no lançamento do token.
A comissão parlamentar que investigou o evento da Libra está, supostamente, iniciando duas denúncias contra Eduardo Taiano, o procurador responsável pelo caso, por não agir de forma expedita, apesar de possuir vários elementos-chave para avançar na investigação.
A primeira denúncia acusa Taiano de dificultar o trabalho do Congresso, pois rejeitou um pedido para obrigar funcionários do governo a esclarecerem seus vínculos com o token e não permitiu que a comissão acessasse os arquivos do caso que haviam sido tornados públicos recentemente.

Outra denúncia alega que Taiano estaria encobrindo provas para proteger o presidente Milei, sua irmã Karian Milei e outros indivíduos ligados ao grupo presidencial.
Maximiliano Ferraro, ex-presidente desta comissão, referiu-se diretamente a Milei como parte do lançamento da Libra, destacando que o presidente argentino foi o “protagonista e participante necessário” de um “ato de corrupção multimilionário e de apropriação indevida do cargo presidencial”.
Nas redes sociais, ele afirmou que:
“Houve coordenação direta entre operadores marginais do mundo cripto e o círculo interno do Presidente da Nação, que usou seu cargo e poder para promover a criptomoeda em troca de pagamentos que totalizaram milhões.”
Ferraro também solicitou que Milei, sua irmã Karina, ex-chefe de gabinete de assessores do presidente Demian Reidel, e o assessor de Milei, Santiago Caputo, divulguem suas comunicações com Mauricio Novelli no dia do lançamento da Libra.
Além disso, eles também promoverão uma possível interpelação de Manuel Adorni, chefe do Gabinete de Ministros, e da secretária Karina Milei.
Tudo indica que o caso está chegando a um ponto de ruptura, e que Taiano está no centro dele.