O Bitcoin sobe quase 5%, mas três sinais on-chain emitem alertas: a recuperação é passageira?

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O Bitcoin apresentou uma recuperação técnica após atingir um ponto baixo na fase, subindo quase 5% desde o mínimo de final de janeiro, chegando a atingir US$76.980. Os candlesticks de curto prazo mostram que o movimento de preço é altamente semelhante às várias trajetórias de rebounds anteriores, parecendo ter espaço para continuidade. No entanto, os dados on-chain e os indicadores de estrutura de mercado lançam água fria nesta recuperação, com múltiplos sinais indicando que a força dos compradores ainda é insuficiente.

No gráfico de 4 horas, o Bitcoin formou uma divergência de alta entre 31 de janeiro e 3 de fevereiro: o preço atingiu uma nova baixa, enquanto o RSI subiu simultaneamente. Esta combinação geralmente indica que a pressão de venda está diminuindo, aumentando a probabilidade de um rebound de curto prazo. Padrões semelhantes também ocorreram em meados de janeiro, quando o preço chegou a subir até US$84.640 antes de recuar novamente. O movimento atual segue o mesmo ritmo técnico, o que explica por que o preço conseguiu recuperar rapidamente.

Martin Gaspar, estrategista sênior de mercados de criptomoedas na FalconX, acredita que o fluxo macroeconômico de fundos também oferece suporte de curto prazo. Ele aponta que a rotação no setor de metais preciosos pode estar levando parte do capital a focar novamente em ativos digitais, especialmente após a queda na prata, o que pode criar uma mudança estrutural que beneficie marginalmente o Bitcoin.

No entanto, se a forma técnica não for sustentada por compras contínuas, ela geralmente não se transforma em uma tendência. O primeiro sinal de dúvida vem da distribuição de preços realizada pelo UTXO (URPD). Os dados mostram que cerca de 0,46% da oferta de Bitcoin está concentrada perto de US$76.990, indicando que muitos detentores estão na zona de equilíbrio de lucros e perdas. Quando o preço atinge essa região, a vontade de vender aumenta significativamente, o que explica a resistência em US$76.980 nesta rodada de rebound. O rebound de janeiro, que chegou a US$84.640, também enfrentou uma “parede de oferta” semelhante, pois essa região corresponde a uma faixa de maior concentração de pressão de venda.

O segundo sinal vem da mudança na reserva das exchanges. Após atingir um mínimo de aproximadamente 2,718 milhões de BTC em meados de janeiro, a reserva voltou a subir para 2,752 milhões em três semanas, um aumento líquido de cerca de 34 mil BTC. Isso indica que mais fundos estão retornando às plataformas de negociação, refletindo uma preferência dos detentores por realizar lucros em vez de manter por longo prazo.

O terceiro sinal é a fraqueza do indicador SOPR. Este indicador ainda está abaixo de 1, atualmente em torno de 0,97, indicando que muitos investidores estão vendendo ativos com prejuízo. Historicamente, quando a reserva das exchanges aumenta e o SOPR permanece fraco, isso costuma sinalizar um sentimento de mercado mais defensivo, fazendo a recuperação parecer mais uma “janela de redução de posições”.

Do ponto de vista da estrutura de preço, para que o Bitcoin recupere o momentum de alta, precisa superar sucessivamente três níveis: US$76.980, US$79.360 e US$84.640. O último corresponde à maior zona de oferta concentrada de URPD, e somente ao se firmar acima desta região a recuperação terá uma base sólida para uma extensão de tendência.

Além disso, o índice de dinheiro inteligente ainda está abaixo da sua linha de sinal, indicando que as instituições não estão aumentando suas posições na recuperação. Se ocorrerem catalisadores emocionais posteriormente, isso pode alterar as expectativas de curto prazo, mas, no cenário atual, uma nova queda abaixo de US$72.920 pode abrir espaço para uma nova fase de baixa.

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