Com a aproximação do final de 2025, a liquidez global do mercado diminui claramente, mas os sinais do Bitcoin e da prata apresentam-se de forma completamente diferente. Os dados mais recentes de volatilidade mostram que, num contexto de negociação pouco ativa, a volatilidade do mercado da prata já ultrapassou claramente a do Bitcoin, despertando o interesse dos investidores.
Nos últimos 1 mês, a volatilidade real anualizada de 30 dias do Bitcoin tem vindo a diminuir continuamente para cerca de 40%, indicando que o mercado permanece numa fase de oscilações dentro de um intervalo, sem uma direção clara. Segundo dados do TradingView, a volatilidade real de 30 dias do Bitcoin atualmente é de aproximadamente 45%, abaixo da média de 48% dos últimos 365 dias. Apesar deste nível ainda ser relativamente alto em comparação com ativos blue-chip tradicionais, já é considerado moderado em relação à prata.
Em contraste, a prata apresenta uma situação bastante diferente. Influenciada pelo rápido aumento de preços, pela expansão do prêmio à vista e pela tensão na oferta global de metais preciosos, a volatilidade real da prata subiu para cerca de 50%. O desempenho ao longo do ano também mostra uma clara divergência: até agora, o preço da prata subiu mais de 151% no ano, enquanto o preço do Bitcoin recuou quase 7%.
A grande volatilidade da prata deve-se principalmente ao desequilíbrio entre oferta e procura. Por um lado, a procura industrial por prata para painéis solares, veículos elétricos, componentes eletrônicos e tecnologia de baterias continua a crescer; por outro lado, a oferta de minerais é limitada e não consegue expandir-se na mesma proporção. Além disso, desde 1 de janeiro, a China implementou um sistema de licenças para exportação de prata, o que reforçou as expectativas de escassez de prata à vista no mercado. Atualmente, os preços da prata nos mercados de Xangai e Dubai estão cerca de 10 a 14 dólares acima dos preços futuros do COMEX, e a curva de prazos de Londres também apresenta um prémio à vista evidente, sugerindo um risco potencial de escassez de oferta.
Por outro lado, o Bitcoin, cujo preço atingiu um máximo histórico de 126.000 dólares em outubro, recuou quase 30%. O mercado acredita que a desaceleração do fluxo de fundos para ETFs de spot nos EUA, a diminuição do entusiasmo pelo conceito DAT e a forte queda de 10 de outubro, que acionou uma liquidação automática de posições, são fatores importantes que têm pressionado o preço do Bitcoin.
No último relatório, a QCP Capital destacou que a recente trajetória do Bitcoin reflete mais fatores “mecânicos”, como a diminuição da liquidez durante o período de férias e o vencimento concentrado de opções, do que uma mudança fundamental no sentimento do mercado. Após o vencimento de muitas opções, cerca de 50% dos contratos em aberto foram liquidados, com o capital entrando em modo de espera, tornando a direção do preço mais incerta.
As previsões do mercado também confirmam essa divergência. Os dados indicam que os traders, em geral, esperam que o Bitcoin mantenha-se dentro de um intervalo de oscilações a curto prazo, com uma probabilidade de cerca de 70% de manter o nível de 86.000 dólares até ao início de janeiro, enquanto a probabilidade de ultrapassar os 92.000 dólares é inferior a 25%. No geral, na fase final do ano, a comparação entre a volatilidade da prata e do Bitcoin torna-se uma janela importante para observar as mudanças estruturais do mercado.
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