Na nossa empresa, há uma restaurante de comida Hunan no andar de baixo.


A dona do restaurante fica na caixa, o dono cozinha.
Aberto há dez anos.
Ano passado, o restaurante fechou.
Depois reabriu. Chamado de restaurante de fusão francesa.
Ainda o mesmo casal.
O dono ainda cozinha.
A dona não fica mais na caixa.
Trocaram por um vestido preto, ficando na porta.
Não chamam mais de dona, agora chamam de responsável.
Eu entrei.
O menu foi trocado por um de couro.
Ainda tem carne de pimenta frita, por 98.
Eu disse, isso não é comida Hunan?
A garçonete disse, somos uma fusão francesa.
Eu perguntei, em que eles fundiram?
Ela disse, fundiram a comida Hunan.
Eu pedi carne de pimenta frita.
Quando trouxeram, o prato estava maior do que antes, menos carne.
Por cima, colocaram um ramo de alecrim.
Eu comi.
O sabor era o mesmo.
Na hora de pagar, a dona do restaurante estava na porta.
Eu disse, dona, essa fusão, o que eles fundiram?
Ela olhou ao redor e baixou a voz:
Fundiram o preço.
Ela me entregou uma nota fiscal.
Estava escrito: experiência gastronômica de fusão francesa, 380.
Perguntei, antes não era sem nota?
Ela disse, agora todos querem nota.
Quem não quer nota, não entra mais.
Eu fui embora.
Olhei para trás uma vez.
O dono estava mexendo a panela na cozinha.
A dona do restaurante estava na porta.
O cabelo cacheado com cachos.
O alecrim ficou uma noite, murchou.
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