Meu amigo de infância, no dia do casamento recebeu um envelope de dinheiro. Dez mil reais. Sem assinatura. No envelope, só estava escrito uma palavra: "Ainda".


Ele segurou o envelope, virou-o o dia todo. Não conseguiu descobrir quem tinha enviado. À noite, a cerimônia de casamento acabou, ele se sentou no sofá, tirou o dinheiro do envelope. Tudo eram cédulas novas. Com números sequenciais. Dez mil reais.
Ele lembrou de uma pessoa.
Três anos atrás, ele emprestou dez mil reais a um amigo. Naquela época, ele ainda não conhecia a noiva. O amigo disse que era para uma startup, e que devolveria em três meses. Ele emprestou.
Três meses depois, o amigo desapareceu. O telefone foi desligado, a conta foi cancelada, o endereço da empresa era uma placa falsa. Ele registrou uma queixa na polícia. Mas não abriram um inquérito. O valor era pequeno demais.
Ele colocou esses dez mil reais do envelope no cofre. Ao lado, deixou um bilhete: "Não precisa mais devolver. Mas quero saber, o que você está fazendo agora."
No ano passado, ele se mudou. O cofre foi aberto. O envelope ainda estava lá. O bilhete ainda estava lá. Ele colocou um novo bilhete.
"Minha esposa perguntou de quem era esses dez mil. Eu disse que era de um amigo que devolveu. Ela disse: então, convide-o para um jantar. Eu disse: ele não vem."
Ele fechou o cofre. Não sei se ele convidou depois.
Ver original
Esta página pode conter conteúdo de terceiros, que é fornecido apenas para fins informativos (não para representações/garantias) e não deve ser considerada como um endosso de suas opiniões pela Gate nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Isenção de responsabilidade para obter detalhes.
  • Recompensa
  • Comentário
  • Repostar
  • Compartilhar
Comentário
Adicionar um comentário
Adicionar um comentário
Sem comentários
  • Marcar