Meu primo trocou de carro no ano passado, um BMW.


Vendeu por causa de um cigarro eletrônico que comprou na internet.
Na ceia de Ano Novo, eu disse: Você está indo bem nos negócios, hein?
Ele respondeu: Mais ou menos, tenho muitos clientes fiéis.
Perguntei de onde ele tirava os produtos.
Ele disse: Direto do fabricante.
Com marca registrada, com inspeção de qualidade, legal.
Não perguntei mais nada.
No mês passado, às duas da manhã, o telefone tocou.
Ele do outro lado parecia nervoso.
Disse que a fábrica tinha sido fechada.
Não era cigarro eletrônico.
Adicionaram alguma coisa no óleo.
Aquele tipo de coisa que é ilegal.
Ele não sabia.
Sempre achou que vendia só cigarro.
A marca era verdadeira.
A data era verdadeira.
O relatório era verdadeiro.
Só o óleo era falso.
Agora a polícia está atrás dele.
Consideram tráfico de drogas.
Ele vendeu produtos no valor de um milhão de reais em um ano.
Ele disse uma coisa que me deixou arrepiado até agora.
"Se eu soubesse antes, teria denunciado."
"Agora digo que não sabia."
"Ninguém acredita."
O telefone desligou.
Já fazem dois meses.
Não consegue mais atender.
A mãe dele perguntou onde ele tinha ido.
Eu disse que estava em viagem de negócios.
O BMW ainda está estacionado na frente da casa dele.
Coberto de uma camada grossa de poeira.
Você não é vendedor.
Você é traficante.
Você não sabe.
Mas a lei não se importa.
Ver original
Esta página pode conter conteúdo de terceiros, que é fornecido apenas para fins informativos (não para representações/garantias) e não deve ser considerada como um endosso de suas opiniões pela Gate nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Isenção de responsabilidade para obter detalhes.
  • Recompensa
  • Comentário
  • Repostar
  • Compartilhar
Comentário
Adicionar um comentário
Adicionar um comentário
Sem comentários
  • Marcar