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Diante da ameaça da computação quântica no futuro, o que fazer com o BTC?
Artigo: Blue Fox
Primeiro, esclareço que o conteúdo aqui apresentado não tem nenhuma intenção de gerar tráfego ou atacar o BTC, e se o BTC realmente tiver problemas, será um problema para toda a indústria.
A seguir, apenas uma reflexão: diante da ameaça da computação quântica no futuro, o que fazer com o BTC?
Atualmente, a comunidade de criptomoedas tem um conceito chamado Q-DAY, que se refere ao dia em que os computadores quânticos poderão usar o algoritmo “Shor” para quebrar a assinatura ECDSA atualmente utilizada pelo BTC e ETH.
Isso significa que as chaves privadas deixarão de ser seguras, e as carteiras poderão ser vulneráveis.
Antes, a ameaça de ataques quânticos parecia algo de ficção científica, mas hoje essa ameaça não é mais inexistente.
Segundo especialistas em computação quântica, a previsão é que essa ameaça se torne real entre 2031 e 2038, ou seja, em cerca de 5 a 6 anos no cenário otimista, e até 12 a 13 anos no cenário mais conservador.
Isso está relacionado ao rápido avanço do hardware quântico e dos algoritmos. Segundo esses especialistas, anteriormente, para quebrar a ECDSA, seriam necessários milhões ou até dezenas de milhões de qubits físicos.
Nos últimos dois anos, melhorias nos algoritmos e novos códigos de correção de erros podem reduzir essa necessidade em mais de 10 vezes. Com o crescimento exponencial do hardware e dos algoritmos, há uma probabilidade de que, em 5 a 6 anos, essa ameaça se torne concreta.
Portanto, antes do Q-DAY, tanto o BTC quanto o ETH precisarão adotar “novas chaves” (assinaturas pós-quânticas).
O Ethereum já possui um roteiro claro e uma previsão de conclusão para essa atualização, estimada para cerca de 2029.
O roteiro do BTC ainda não está totalmente definido.
Devido a razões históricas, o estilo da comunidade BTC sempre foi de “não mexer se não for necessário”, apoiando princípios de imutabilidade e compatibilidade retroativa, o que torna qualquer atualização bastante difícil.
Somente no mês passado, o BTC incluiu pela primeira vez a proteção contra ataques quânticos em seu roteiro.
Em 11 de fevereiro, o BIP 360 (Pay-to-Merkle-Root) foi oficialmente adicionado ao repositório de BIPs.
O principal objetivo é remover parte do “caminho de chaves” do Taproot, mantendo apenas o “script path”, reduzindo significativamente a exposição quântica e facilitando futuras implementações de assinaturas mais seguras contra ataques quânticos.
No entanto, essa mudança não é obrigatória para todos, apenas prepara o terreno para futuras bifurcações suaves.
O plano completo de migração (BIP de transição pós-quântica) ainda está em discussão e não foi oficialmente adotado, estimando-se um período de 5 a 10 anos:
Essa última fase envolve uma grande quantidade de BTC: aproximadamente 25-33% (cerca de 6 a 7 milhões de moedas), incluindo o milhão de Satoshi e outros BTC perdidos permanentemente. Essa abordagem violaria o princípio de não interferência da comunidade BTC.
Há opiniões de que não é necessário congelar esses fundos, e que quem os possui deve ficar com eles.
Se assim for, esses 6 a 7 milhões de BTC poderiam ser movimentados. Se o BTC estivesse valendo US$30.000 por moeda na época, isso representaria um valor total de cerca de US$1,8 trilhão a US$2,1 trilhões.
Um fluxo tão grande de BTC no mercado seria difícil de imaginar, e o impacto final no mercado é incerto.
Em resumo, o maior desafio na rota de proteção quântica do BTC não é a tecnologia, mas a governança: como coordenar a comunidade.
A forma de lidar com os fundos em endereços antigos será o maior obstáculo na futura rota de segurança quântica do BTC.
Talvez, nos próximos 1 a 2 anos, a comunidade evolua de discussões acaloradas para um consenso gradual. Afinal, o tempo não espera por ninguém.