Acabei de ler um thread interessante de Willy Woo sobre Bitcoin e o seu papel como ativo de refúgio. A perspetiva que apresenta é bastante realista, verdade.



A maioria na comunidade acredita que o Bitcoin já funciona como ativo de refúgio, mas Willy Woo aponta algo que muitos deixam passar: tecnicamente, o Bitcoin tem todas as características para o ser. Pode guardar a sua frase-semente, atravessar uma fronteira e recomeçar sem perder nada. Deveria ser independente do sistema tradicional e fortalecer-se quando esse sistema falhar. Isso é exatamente o que procuras num ativo de refúgio.

Mas aqui está o problema. Na prática, quando há incerteza ou conflitos geopolíticos, o Bitcoin move-se como qualquer outro ativo de risco. Comporta-se mais como o Nasdaq do que como o ouro. Porquê? Porque os grandes fundos institucionais ainda não o veem como um refúgio real. Consideram-no demasiado novo, demasiado especulativo.

Segundo Willy Woo, o Bitcoin precisa de pelo menos uma década mais para que o mercado o reconheça de verdade como ativo de refúgio. Poderia até levar mais tempo. E o interessante é que, quando finalmente acontecer, a capitalização do Bitcoin estaria a competir diretamente com a do ouro.

É uma análise que faz sentido. Willy Woo tem sido sempre bastante pragmático nas suas avaliações do mercado. O ponto é que o Bitcoin tem potencial, mas falta a adoção institucional massiva e a validação histórica do seu comportamento em crises reais. Isso leva tempo.
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