Acabei de perceber que muitas pessoas confundem as suas métricas de avaliação de propriedades e isso está a custar-lhes dinheiro. Deixe-me explicar a diferença entre GRM e GIM porque, honestamente, conhecer a distinção pode mudar a forma como avalia negócios.



Basicamente, há duas formas principais de analisar propriedades de aluguer — o Multiplicador de Renda Bruta e o Multiplicador de Renda Total. Parece semelhante, mas na verdade medem coisas diferentes e isso importa.

O GRM é o que a maioria dos investidores residenciais usa. Você pega o preço da propriedade e divide pelo rendimento de aluguer. Simples. Se estiver a comprar uma casa unifamiliar ou um duplex onde o aluguer é basicamente a sua única fonte de rendimento, o GRM é a sua métrica de eleição. Por exemplo, uma propriedade que custa 400 mil euros e gera 50 mil euros por ano em rendas, o seu GRM é 8. Um GRM mais baixo geralmente significa melhor valor para geração de rendimento.

Agora, o GIM é mais abrangente. Você considera tudo — aluguer mais taxas de estacionamento, rendimento de lavandaria, armazenamento, o que mais a propriedade gerar. É aqui que a comparação entre GRM e GIM fica interessante, porque o GIM oferece uma visão mais completa. Uma propriedade de 500 mil euros com um rendimento total anual de 100 mil euros dá um GIM de 5. Isso é útil quando avalia edifícios multifamiliares ou propriedades comerciais com múltiplas fontes de receita.

Aqui é que vejo as pessoas a cometerem erros. Elas olham para os números de GRM vs GIM e pensam que essa é toda a história. Não é. Essas métricas ignoram completamente as suas despesas reais — manutenção, impostos sobre a propriedade, taxas de gestão, taxas de vacância, tudo isso que realmente reduz os seus lucros. Uma propriedade com um multiplicador atraente e baixo pode ainda ser uma armadilha financeira se as despesas forem brutais.

A localização também importa. Uma propriedade num mercado em alta pode ter um multiplicador mais elevado, mas ainda assim valer a pena se os alugueres estiverem a subir. Essas métricas não captam isso. Por isso, ao comparar o desempenho de GRM vs GIM entre diferentes propriedades, é preciso acrescentar outras análises — tendências de mercado, fatores económicos, procura local.

A lição prática? O GRM funciona bem para alugueres residenciais simples, onde só está a coletar rendas. O GIM faz mais sentido quando avalia propriedades com múltiplas fontes de rendimento. Mas, de qualquer forma, use-os como ponto de partida, não como a palavra final. Combine-os com análise de taxa de capital, retorno sobre o investimento em dinheiro, e o seu conhecimento do mercado local. É assim que realmente encontra boas oportunidades, em vez de apenas perseguir números baixos de multiplicador.
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