Acabei de me deparar com esta história selvagem sobre Alexandre Cazes e, honestamente, é uma das derrubadas mais elaboradas que já vi no espaço cripto. O tipo geria a AlphaBay, este enorme mercado negro na darknet, e aparentemente ganhou uma fortuna fazendo isso antes de tudo desmoronar.



Então, aqui está o que aconteceu - Alexandre Cazes foi preso em Banguecoque em julho de 2017 depois que os agentes literalmente atropelaram seu carro de polícia na entrada da sua mansão. Encontraram-no com um laptop aberto no quarto, contendo todas as credenciais de administrador e senhas da AlphaBay. O cara nem tentou apagar os discos ou criptografar alguma coisa. Poucos dias após a prisão, Cazes morreu por suicídio numa prisão tailandesa, o que significou que ele nunca enfrentou julgamento nos EUA.

Mas isso não impediu o governo. Um tribunal na Califórnia acabou de concluir um caso de apreensão civil de 14 meses para confiscar tudo o que ele possuía. E quero dizer tudo.

A divisão financeira é insana. Alexandre Cazes tinha acumulado cerca de $23 milhões no total, com mais de 8,8 milhões de dólares em criptomoedas espalhadas por várias carteiras - estamos falando de 1.605 bitcoins, 8.309 ether, 3.691 zcash e uma quantidade desconhecida de monero. Ele usava mixers e tumblers para obscurecer os históricos de transação, movendo fundos por meio de empresas de fachada e exchanges na Tailândia, Suíça e Caribe.

Depois, começou a converter tudo em dinheiro fiat e comprar brinquedos. Um Lamborghini Aventador de 900 mil dólares com uma placa personalizada que dizia literalmente "TOR" - como se estivesse implorando para ser pego. Também comprou um Porsche, uma motocicleta BMW, um Mini Cooper. Além de seis resorts à beira-mar na Tailândia, Chipre e Caribe. Tudo - os carros, as propriedades, tudo avaliado em cerca de $12 milhões - foi confiscado.

O mais louco é comparar isso com a situação do Silk Road com Ross Ulbricht. A AlphaBay era na verdade 10 vezes maior que o Silk Road no auge. Estamos falando de 400.000 usuários, 370.000 anúncios e cerca de 800 mil dólares em transações diárias. Quando Alexandre Cazes foi pego, o marketplace já era absolutamente enorme.

Tudo isso realmente mostra como as forças de segurança melhoraram muito na rastreabilidade de fluxos de cripto. Eles seguiram as pegadas digitais de Cazes - seus endereços de email, seus aliases online, os padrões de transação. É um lembrete sério de que, mesmo com moedas de privacidade e serviços de mixing, se você movimentar tanto valor, eventualmente deixa um rastro.

Interessante ver como esse caso moldou a narrativa sobre criptomoedas e lavagem de dinheiro. Os críticos adoram citar AlphaBay e Silk Road sempre que querem criticar o cripto, mas a realidade é que a maior parte do volume já circulava por exchanges legítimas quando esses marketplaces caíram. Ainda assim, casos como o de Alexandre Cazes definitivamente deram aos reguladores a munição que precisavam para endurecer a repressão no espaço.
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