A recuperação frágil do consumidor enfrenta obstáculos à medida que as vendas a retalho na zona euro caem em dezembro

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A trajetória de consumo na zona euro revela uma fragilidade crescente, com as vendas a retalho de dezembro de 2025 a contrair 0,5% mês a mês — uma queda mais acentuada do que o esperado. Esta descida inesperada desafia as suposições de uma recuperação robusta do gasto das famílias, que se previa sustentar o crescimento da zona euro até 2026, de acordo com os dados divulgados pela agência estatística da UE. A fraqueza surgiu apesar de um otimismo anterior, com os dados de novembro revisados para cima, mostrando apenas um aumento de 0,1% mensal, sinalizando uma persistente fraqueza na dinâmica do retalho.

Desempenho Regional Exposta a Divergências na Fraqueza Económica

A desaceleração de dezembro foi bastante desigual por toda a zona. O retalho não alimentar — incluindo itens de consumo discricionário — liderou a queda, à medida que os consumidores recuaram no início do novo ano. Entretanto, as categorias de alimentos e bebidas conseguiram uma ligeira subida, sugerindo que as famílias priorizaram compras essenciais em detrimento do gasto discricionário. Geograficamente, França, Itália e Espanha registaram todas contracções nas vendas mês a mês, enquanto a Alemanha apresentou um ligeiro aumento. Esta fragmentação regional aponta para pressões económicas desiguais entre os Estados-membros, com as economias do sul da zona euro a mostrarem vulnerabilidade particular.

O Paradoxo da Confiança do Consumidor

Para complicar ainda mais, os dados recentes da Comissão Europeia indicaram uma melhoria na confiança do consumidor à entrada de 2026. No entanto, este otimismo ainda não se traduziu em comportamentos de compra mais fortes, criando uma desconexão entre o sentimento e os padrões reais de gasto. A perspetiva ano a ano apresenta uma narrativa diferente, com dezembro a registar um aumento de 1,3% anual — um lembrete de que a fraqueza atual é relativa a comparações históricas já modestas.

Crescimento Económico em Risco

Os economistas continuam convencidos de que a procura interna, particularmente o consumo das famílias, será o principal motor do crescimento económico da zona euro este ano. No entanto, a recuperação frágil do gasto, evidente nos dados de dezembro, sugere que esta base pode estar mais instável do que se pensava. O contraste entre o aumento do sentimento do consumidor e a diminuição das vendas a retalho levanta questões sobre a sustentabilidade, podendo exigir uma monitorização mais atenta enquanto os decisores políticos avaliam se o gasto das famílias pode realmente sustentar as metas de crescimento para 2026.

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