As sete stablecoins mais relevantes de 2026: guia completo de seleção

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No setor de criptomoedas, as stablecoins tornaram-se uma infraestrutura indispensável. Seja para realizar pagamentos transfronteiriços, participar de finanças descentralizadas ou fazer hedge contra a volatilidade de ativos digitais, este tipo de ativo digital atrelado a moedas fiduciárias ou outros ativos desempenha um papel de ponte. Contudo, no mercado existem diversas stablecoins, e a escolha do produto adequado requer uma compreensão aprofundada dos seus mecanismos, vantagens, desvantagens e fatores de risco subjacentes.

A essência das stablecoins: uma ponte entre moeda fiduciária e criptomoedas

As stablecoins diferem completamente das criptomoedas tradicionais. Bitcoin e Ethereum apresentam oscilações de preço acentuadas, enquanto as stablecoins mantêm a estabilidade de preço através de um lastro em ativos específicos. A forma mais comum de atrelamento é com o dólar americano em uma proporção de 1:1, de modo que cada stablecoin teoricamente corresponda a uma reserva de um dólar.

Esse design confere às stablecoins um valor único: combinam as vantagens da tecnologia blockchain — velocidade, baixo custo e facilidade de transações internacionais — com a mitigação do risco de alta volatilidade dos ativos digitais. Isso explica por que as stablecoins continuam a crescer em uso dentro do ecossistema DeFi, pagamentos internacionais e preservação de valor.

Centralizadas ou descentralizadas: a linha divisória entre dois tipos de stablecoins

Compreender as stablecoins passa por distinguir seus mecanismos de emissão. O mercado se divide principalmente em dois grupos:

Stablecoins centralizadas são emitidas e geridas por entidades específicas, como USDT e USDC. Seus ativos de reserva são mantidos por entidades centralizadas, oferecendo maior transparência e possibilidade de auditoria, mas exigindo que os usuários confiem na entidade emissora.

Stablecoins descentralizadas, como DAI, são totalmente conduzidas por contratos inteligentes e governança comunitária, sem necessidade de confiar em uma entidade central. Essa abordagem é mais alinhada com o espírito da blockchain, embora seja mais complexa e apresente riscos adicionais.

USDT e USDC: o duopólio das stablecoins mainstream

USDT, lançado pela Tether Limited em 2014, é a stablecoin mais antiga. É uma ferramenta essencial para praticamente todos os traders de criptomoedas. Segundo dados recentes, o USDT mantém a maior liquidez do mercado de stablecoins, com uma paridade de 1:1 com o dólar. A Tether sustenta essa relação mantendo reservas em dólares e outros ativos de alta liquidez.

USDC, lançado pela Circle em 2018, conta com o apoio de instituições renomadas como Coinbase e Bitmain. Em comparação ao USDT, o USDC possui maior conformidade regulatória e transparência. Em fevereiro de 2026, seu valor de mercado circulante atingiu cerca de 73,29 bilhões de dólares, cobrindo a liquidez de principais exchanges centralizadas e plataformas DeFi. O USDC é totalmente compatível com o padrão ERC-20, podendo ser utilizado em qualquer carteira compatível com Ethereum.

TUSD, BUSD e Synthetic USD: um portfólio diversificado de stablecoins

True USD (TUSD), lançado pela TrustToken e PrimeTrust em 2018, destaca-se pelo modelo de custódia por terceiros independentes. Os fundos dos usuários são mantidos em contas segregadas, protegendo parcialmente seus ativos. Em fevereiro de 2026, seu valor de mercado circulante era de aproximadamente 4,93 bilhões de dólares. TUSD também utiliza mecanismos de verificação de reservas em tempo real, permitindo aos usuários verificar a sustentação de seus fundos a qualquer momento.

BUSD, criado em parceria entre Binance e Paxos Trust, é uma stablecoin emitida pela Binance. Apesar de, no final de 2023, a Binance ter anunciado a suspensão de novas emissões de BUSD, esse evento reflete a rápida evolução do mercado de stablecoins e sua competição.

Synthetic USD representa uma abordagem inovadora. Através de estratégias de hedge de preços de dois ativos, os usuários podem obter estabilidade similar ao dólar sem depender do sistema bancário tradicional. O serviço Stablesats, oferecido pela Galoy, é uma implementação dessa ideia — permitindo que detentores de Bitcoin mantenham seus ativos em BTC enquanto obtêm estabilidade de preço em dólares.

DAI e eUSD/peUSD: a onda de inovação das stablecoins descentralizadas

DAI, lançado pela MakerDAO em 2018, foi a primeira stablecoin verdadeiramente descentralizada. Diferente do USDT e USDC, a DAI não é gerida por uma entidade central, mas por um sistema de contratos inteligentes automatizados. Os usuários precisam fazer collateral de Bitcoin, Ethereum ou outros ativos digitais para gerar DAI. Atualmente, seu valor de mercado circulante é de aproximadamente 4,19 bilhões de dólares.

A vantagem da DAI reside na sua completa descentralização e na transparência do mecanismo algorítmico. O risco está na dependência do valor das garantias; uma queda acentuada no mercado de criptomoedas pode comprometer sua estabilidade.

eUSD e peUSD, lançadas pela Lybra Finance, representam uma nova direção para as stablecoins — além de manterem o preço estável, geram rendimento para seus detentores. Esses produtos utilizam tokens de staking de liquidez (LST) como garantia, permitindo que os detentores recebam parte dos lucros do ecossistema Lybra. Essa modalidade de “stablecoin que gera rendimento” preenche uma lacuna de mercado, sendo especialmente atrativa para investidores de longo prazo.

Como escolher a stablecoin adequada: fatores essenciais

Liquidez: USDT e USDC lideram em liquidez, sendo suportadas pelas maiores exchanges globais, ideais para negociações frequentes.

Segurança e transparência: USDC e TUSD são preferidas por instituições devido à maior conformidade regulatória. DAI, embora descentralizada, exige que os usuários gerenciem seus riscos.

Potencial de rendimento: para quem busca ganhos, eUSD e peUSD oferecem uma proposta diferenciada, embora envolvam maior complexidade e risco.

Cenários de uso: no DeFi, DAI é a mais utilizada; para negociações, USDT e USDC são mais convenientes; para pagamentos transfronteiriços, é importante verificar a compatibilidade com as redes blockchain suportadas.

Riscos e o futuro do mercado de stablecoins

As stablecoins ainda enfrentam múltiplos riscos. Primeiramente, o risco de desvalorização — se os ativos ou reservas que lastreiam a stablecoin apresentarem problemas, ela pode perder sua paridade. Em segundo lugar, o risco regulatório — a regulamentação global ainda está em desenvolvimento, e mudanças na política podem afetar sua usabilidade. Terceiro, riscos tecnológicos — congestionamentos na rede podem atrasar transações.

Apesar dos riscos, as stablecoins continuam sendo uma base fundamental na ecologia cripto. Com o crescimento do DeFi, a demanda por pagamentos internacionais e o aumento de mercados emergentes buscando dólares, o uso de stablecoins tende a expandir-se continuamente.

Como adquirir stablecoins

A forma mais direta é comprando em exchanges centralizadas, trocando moeda fiduciária ou outros ativos digitais pela stablecoin desejada. Para usuários que priorizam privacidade, as exchanges descentralizadas (DEX) oferecem opções P2P, permitindo transações mantendo o controle da chave privada. Algumas plataformas DeFi também possibilitam obter stablecoins através de fornecimento de liquidez ou outros métodos.

Em suma, as stablecoins tornaram-se uma ponte crucial entre o sistema financeiro tradicional e o universo cripto. Seja você um trader profissional, participante de DeFi ou investidor buscando preservação de valor, a escolha da stablecoin adequada deve considerar suas necessidades, tolerância ao risco e cenário de uso. Antes de investir, realize uma pesquisa completa e avalie os riscos cuidadosamente.

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