Os fundos cotados em bolsa (ETF) de Bitcoin estão a experimentar uma drenagem significativa de capital nas últimas sessões de mercado. Segundo relatos da Farside Investors, as saídas atingiram os $188 milhões na semana atual, com o BlackRock iShares Bitcoin Trust (IBIT) a liderar as retiradas com $157,3 milhões e aproximadamente 1.792 Bitcoins a abandonar o fundo. Este cenário de desinvestimento institucional coincide com um preço de BTC a rondar os $93.060 (com uma queda de 2,10% em 24 horas), muito abaixo dos máximos recentes que o mercado esperava consolidar.
A contração de baleias e tubarões como sinal de fraqueza estrutural
Os dados on-chain fornecidos pela firma especializada Santiment revelam uma transformação preocupante na distribuição de holdings. O número total de endereços de carteiras que possuem pelo menos um Bitcoin encolheu 2,2% desde que atingiu o pico anual a 3 de março. Este movimento reflete um padrão semelhante ao observado em ciclos de alta anteriores, quando os pequenos acumuladores começavam a capitular perante a pressão vendedora.
No entanto, há um matiz interessante nesta história. As carteiras que controlam mais de um Bitcoin aumentaram coletivamente suas posições em aproximadamente 136.670 BTC durante o mesmo período. Esta divergência sugere uma acumulação estratégica das baleias institucionais enquanto os tubarões médios abandonam posições, um fenómeno que historicamente precede movimentos voláteis significativos.
Ecos do ciclo 2021: História que se repete?
O analista de mercados cripto Tracer identificou paralelismos preocupantes entre a estrutura de preços atual e o cenário que se desenrolou em 2021. Segundo a sua análise técnica, o Bitcoin estaria a traçar um padrão de duplo topo seguido de vendas em cascata, com rebounds temporários antes de novas quedas. A projeção sugere que um rebound temporário poderia levar o BTC até aos $100.000, mas se o padrão histórico se confirmar, um colapso posterior seria inevitável, potencialmente levando o preço abaixo dos $60.000.
Este cenário coincide com a tese de alguns analistas que alertam para a falta de preparação do mercado. A volatilidade extrema e os movimentos erráticos nas últimas semanas indicam que cada tentativa de recuperação encontra uma parede de pressão vendedora quase imediata. O Bitcoin também tem mostrado uma correlação negativa desconcertante com os ativos que tradicionalmente deveriam impulsioná-lo: as ações tecnológicas americanas e metais como ouro e prata.
O dilema de liquidez num mercado abafado
A combinação de saídas massivas de ETFs, contração de endereços de carteiras menores e correlações negativas inesperadas pinta um panorama de liquidez comprometida. O mercado de Bitcoin enfrenta atualmente um desafio fundamental: os fluxos institucionalizados que impulsionaram o ciclo anterior parecem estar a reverter-se.
Com uma capitalização de mercado de $1,859 triliões e um volume de 24 horas de $844,09 milhões, a liquidez absoluta continua robusta, mas os padrões de fluxo sugerem redistribuição em vez de acumulação líquida. Este é o verdadeiro indicador que os operadores devem vigiar: não o preço momentâneo, mas para onde se dirige o capital institucional nos próximos ciclos.
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As saídas de ETF aceleram a queda do Bitcoin enquanto os dados on-chain mostram pânico de baleias
Os fundos cotados em bolsa (ETF) de Bitcoin estão a experimentar uma drenagem significativa de capital nas últimas sessões de mercado. Segundo relatos da Farside Investors, as saídas atingiram os $188 milhões na semana atual, com o BlackRock iShares Bitcoin Trust (IBIT) a liderar as retiradas com $157,3 milhões e aproximadamente 1.792 Bitcoins a abandonar o fundo. Este cenário de desinvestimento institucional coincide com um preço de BTC a rondar os $93.060 (com uma queda de 2,10% em 24 horas), muito abaixo dos máximos recentes que o mercado esperava consolidar.
A contração de baleias e tubarões como sinal de fraqueza estrutural
Os dados on-chain fornecidos pela firma especializada Santiment revelam uma transformação preocupante na distribuição de holdings. O número total de endereços de carteiras que possuem pelo menos um Bitcoin encolheu 2,2% desde que atingiu o pico anual a 3 de março. Este movimento reflete um padrão semelhante ao observado em ciclos de alta anteriores, quando os pequenos acumuladores começavam a capitular perante a pressão vendedora.
No entanto, há um matiz interessante nesta história. As carteiras que controlam mais de um Bitcoin aumentaram coletivamente suas posições em aproximadamente 136.670 BTC durante o mesmo período. Esta divergência sugere uma acumulação estratégica das baleias institucionais enquanto os tubarões médios abandonam posições, um fenómeno que historicamente precede movimentos voláteis significativos.
Ecos do ciclo 2021: História que se repete?
O analista de mercados cripto Tracer identificou paralelismos preocupantes entre a estrutura de preços atual e o cenário que se desenrolou em 2021. Segundo a sua análise técnica, o Bitcoin estaria a traçar um padrão de duplo topo seguido de vendas em cascata, com rebounds temporários antes de novas quedas. A projeção sugere que um rebound temporário poderia levar o BTC até aos $100.000, mas se o padrão histórico se confirmar, um colapso posterior seria inevitável, potencialmente levando o preço abaixo dos $60.000.
Este cenário coincide com a tese de alguns analistas que alertam para a falta de preparação do mercado. A volatilidade extrema e os movimentos erráticos nas últimas semanas indicam que cada tentativa de recuperação encontra uma parede de pressão vendedora quase imediata. O Bitcoin também tem mostrado uma correlação negativa desconcertante com os ativos que tradicionalmente deveriam impulsioná-lo: as ações tecnológicas americanas e metais como ouro e prata.
O dilema de liquidez num mercado abafado
A combinação de saídas massivas de ETFs, contração de endereços de carteiras menores e correlações negativas inesperadas pinta um panorama de liquidez comprometida. O mercado de Bitcoin enfrenta atualmente um desafio fundamental: os fluxos institucionalizados que impulsionaram o ciclo anterior parecem estar a reverter-se.
Com uma capitalização de mercado de $1,859 triliões e um volume de 24 horas de $844,09 milhões, a liquidez absoluta continua robusta, mas os padrões de fluxo sugerem redistribuição em vez de acumulação líquida. Este é o verdadeiro indicador que os operadores devem vigiar: não o preço momentâneo, mas para onde se dirige o capital institucional nos próximos ciclos.