Como os investidores de criptomoedas podem ainda ganhar isentos de impostos em 2025 – Uma visão global

A tributação de criptomoedas continua a ser um dos temas mais confusos para os detentores de ativos digitais. Enquanto os governos em todo o mundo aumentam a regulamentação, ainda existem jurisdições que oferecem estruturas fiscais inteligentes. Especialmente na mudança de ano, os investidores colocam uma questão decisiva: Onde posso gerir o meu portefólio de criptomoedas da forma mais eficiente?

A boa notícia: ainda existem — locais onde a razão financeira prevalece sobre a tributação agressiva. No entanto, essa lista está a diminuir continuamente, especialmente desde que a UE introduziu o DAC8 e o MiCA, novas regras de transparência. A partir de 1 de janeiro, provedores de serviços de criptomoedas, como bolsas e corretores, devem reportar dados de transações às autoridades fiscais. As empresas têm até julho de 2026 para cumprir.

Como é que as criptomoedas são tributadas?

Antes de procurar a jurisdição fiscal ideal, é preciso entender como funciona a tributação. O tratamento depende de como as criptomoedas são classificadas — muitas vezes como investimento de capital ou propriedade, às vezes como rendimento.

Duas principais categorias de imposto dominam:

  • Imposto sobre o rendimento: aplica-se a recompensas de staking, mineração e juros ganhos
  • Imposto sobre ganhos de capital: aplica-se à venda de moedas, trocas de criptomoedas e compras com conversão

A atividade comercial é tributada separadamente — aqui, as empresas pagam imposto sobre sociedades e IVA. A duração da posse é crucial: muitos governos favoráveis às criptomoedas isentam de impostos investimentos de longo prazo, enquanto ganhos de curto prazo são tratados de forma diferente.

A residência habitual ou o registo de residência (tipicamente pelo menos 180 dias por ano) é condição para benefícios fiscais.

Oásis restantes na Europa para criptomoedas

Alemanha: A regra de um ano mantém-se

A Alemanha continua a ser o principal destino europeu para investidores em criptomoedas. A regra de retenção permite realizar lucros isentos de impostos se os ativos digitais forem vendidos pelo menos um ano após a compra. Ganhos de capital inferiores a 1.000 euros de negociações de curto prazo também estão isentos.

No entanto: rendimentos de staking, mineração e outros ganhos de criptomoedas estão sujeitos ao imposto de renda regular, com taxas progressivas até 45%, dependendo do rendimento anual.

Portugal: De isento de impostos a imposto fixo

O estatuto de criptomoeda de Portugal mudou drasticamente. Até 2022, o país era um dos locais mais favoráveis em termos fiscais na UE. Desde 2023, Lisboa aplica uma taxa fixa de 28% sobre lucros mantidos por menos de 365 dias. Lucros de longo prazo permanecem isentos de impostos.

Rendimentos de mineração ou comércio profissional são tributados entre 14,5% e 53%. Rendimentos passivos, como staking, são taxados com uma taxa fixa de 28%.

Malta, Gibraltar, Suíça: Abordagens diferentes

Malta não tributa investimentos de longo prazo em criptomoedas, mas frequentemente classifica transações frequentes como comércio, com até 35% de imposto sobre negócios.

Gibraltar (não é membro da UE) oferece uma das regulamentações mais generosas: sem tributação de lucros por manter, vender ou negociar — a menos que seja atividade comercial.

A Suíça diferencia entre investidores privados e profissionais. Investidores privados não pagam imposto sobre ganhos de capital, mas estão sujeitos a imposto sobre o património e a impostos sobre rendimentos de staking e mineração.

Eslovénia e Chipre: As grandes perdas

A Eslovénia introduz, a partir de 1 de janeiro, um imposto de 25% sobre ganhos de capital, afastando-se do seu papel de paraíso das criptomoedas. Chipre segue com um imposto fixo de 8% sobre lucros de venda de moedas — até então, isentos para particulares.

Geórgia: A joia escondida

A Geórgia não aplica imposto sobre ganhos de capital nem imposto de renda sobre lucros comerciais, pois estes são considerados rendimentos estrangeiros. No entanto, mineração é tributada como rendimento doméstico a 20%. Interessante: o registo como empresário individual permite um tratamento preferencial com apenas 1% sobre receitas anuais até 500.000 laris.

Dubai e os Emirados Árabes Unidos: O modelo asiático chega à Europa

Os Emirados Árabes Unidos, especialmente Dubai como centro de criptomoedas, estabeleceram um modelo que atrai cada vez mais atenção: 0% de imposto sobre o rendimento e 0% de imposto sobre ganhos de capital para investidores individuais. Mineração não é tributada, desde que não seja atividade comercial. Este modelo tem atraído profissionais de criptomoedas e investidores de todo o mundo para Dubai.

Regiões amigáveis às criptomoedas na Ásia

Emirados Árabes Unidos, Hong Kong, Singapura, Malásia

Dubai nos Emirados Árabes Unidos e Hong Kong isentam de impostos investimentos de longo prazo em criptomoedas. Negociações frequentes, no entanto, são consideradas atividade comercial, sujeita a até 17% de imposto. Rendimentos de criptomoedas provenientes de salários e recompensas são tributáveis.

Singapura e Malásia seguem princípios semelhantes: comprar, manter e vender são isentos de impostos para investidores individuais, mas receber criptomoedas como rendimento é tributado.

Tailândia: A nova nação vencedora

A Tailândia reposicionou-se em 2024 e atrai profissionais de criptomoedas. O país introduziu uma isenção de cinco anos de imposto de renda sobre lucros de negociação de moedas e tokens — mas apenas para transações em plataformas licenciadas no país.

Lucros em plataformas estrangeiras ou descentralizadas, bem como negociações P2P, não estão cobertos. Também, empréstimos de criptomoedas, juros sobre depósitos e instrumentos derivados estão sujeitos a taxas progressivas até 35%.

Um bônus para titulares de visto: o visto de residência de longa duração (LTR), incluindo o status de “Work-From-Thailand Professional”, concede isenção de imposto de renda sobre rendimentos estrangeiros, se transferidos para contas na Tailândia.

Paraísos fiscais exóticos nas Américas

El Salvador: A aventura do Bitcoin

El Salvador, o primeiro país a reconhecer o Bitcoin como moeda legal, oferece lucros de capital isentos de impostos para residentes e investidores estrangeiros. Rendimentos de mineração ou staking não são tributados, desde que não decorram de atividade comercial.

Porto Rico: O território dos EUA com vantagens fiscais

Os residentes de Porto Rico desfrutam de 0% de imposto sobre ganhos de capital — mas apenas sobre lucros ocorridos após a mudança de residência. Além disso, o imposto federal dos EUA sobre rendimentos locais é eliminado.

Territórios britânicos ultramarinos

Bermuda, as Ilhas Cayman e as Ilhas Virgens Britânicas completam o quadro: compra, manutenção e venda de criptomoedas estão isentas de imposto de renda e de ganhos de capital.

A principal conclusão

A lista de paraísos fiscais para criptomoedas está a diminuir, mas opções inteligentes ainda existem. A escolha depende das circunstâncias individuais — se o investimento é de curto ou longo prazo, se inclui mineração ou staking, e se está disposto a mudar de residência. Com a regulamentação reforçada por diretrizes da UE, os investidores devem revisar rapidamente a sua estratégia antes que as janelas se fechem definitivamente.

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