Sobre o ritmo de cortes de juros do Federal Reserve em 2026, as principais instituições de Wall Street recentemente apresentaram expectativas divergentes, refletindo diferentes julgamentos sobre a trajetória da economia.
**Consenso principal: corte moderado duplo**
A visão mais representativa é a do Goldman Sachs — espera-se um corte de juros em março e outro em junho, cada um de 25 pontos base, levando a taxa dos fundos federais para a faixa de 3,00%-3,25% até o final do ano. Essa instituição também projeta um crescimento econômico na faixa de 2%-2,5%. Morgan Stanley, Bank of America, Wells Fargo, Nomura, Barclays e outras grandes instituições basicamente concordam com esse ritmo de cortes, apenas ajustando os momentos específicos. Por exemplo, a Nomura prevê cortes em junho e setembro, enquanto Morgan Stanley prefere janeiro e abril, mas é importante notar que a probabilidade de um corte em janeiro é bastante limitada — portanto, na prática, é mais provável que em 2026 ocorram duas reduções de juros.
**Divergências nas extremidades**
O Citibank adotou uma postura mais agressiva, prevendo três cortes de juros, totalizando 75 pontos base, com a taxa chegando a 2,75%-3,00% até o final do ano, em janeiro, março e setembro. Em contraste, JPMorgan e Deutsche Bank são mais cautelosos, prevendo apenas um corte de 25 pontos base, com um ritmo mais conservador.
Há também opiniões mais extremas. Alguns analistas do HSBC e Standard Chartered acreditam que o ano pode passar sem cortes, enquanto a Macquarie prevê até mesmo um aumento de juros. Essas opiniões não convencionais, embora com menor probabilidade, também merecem atenção. A previsão oficial do Congressional Budget Office (CBO) fica entre o consenso principal e a postura conservadora, estimando uma taxa de aproximadamente 3,4% no final do ano, com um corte de juros relativamente moderado.
**Variáveis decisivas**
O ritmo de cortes de juros será influenciado por três fatores principais: a velocidade de queda dos dados de inflação, a resiliência do mercado de trabalho e a orientação de política do novo presidente do Federal Reserve. A combinação desses fatores determinará quantas oportunidades de corte de juros haverá em 2026.
A orientação para alocação de ativos é bastante clara — se o consenso de um corte duplo moderado se concretizar, ativos de risco e criptomoedas terão suporte; por outro lado, se os cortes forem atrasados ou não ocorrerem, o dólar e o ouro se beneficiarão mais; se os três cortes agressivos realmente acontecerem, os ativos de criptomoedas e ações de crescimento terão maior resiliência. O consenso atual praticamente já incorpora no mercado a expectativa de, no máximo, dois cortes em 2026.
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SchrodingerAirdrop
· 7h atrás
A dupla queda travou, o mercado de criptomoedas agora está estabilizado.
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BearMarketMonk
· 21h atrás
Duas quedas ou três, no fundo ainda é uma aposta na inflação, se fosse por mim, essa turma de Wall Street quer é se aproveitar de tudo
O corte de três vezes do Citibank soa bem, mas a probabilidade é quase zero, ainda assim, o corte duplo do Goldman Sachs é mais confiável
A possibilidade de não cortar e até aumentar é pequena, mas se isso acontecer, minha posição em criptomoedas precisará ser reajustada
O mais importante ainda é saber o que o novo presidente do Federal Reserve vai pensar, esse cara pode ser mais importante que os dados
Antes do final do ano, deve-se conseguir perceber alguma tendência, mas os touros estão um pouco otimistas demais
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RektRecorder
· 21h atrás
Duas quedas ou três, na verdade depende de como vão se comportar a inflação e o mercado de trabalho... Será que o novo presidente dos EUA vai aprontar alguma?
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StealthMoon
· 21h atrás
Duas quedas praticamente fixaram a situação, o sonho de três cortes do Citibank é melhor esquecer, o mercado de criptomoedas está esperando para aproveitar os dividendos das taxas de juros
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SerumSquirter
· 21h atrás
Duas quedas ou três quedas, no fundo, tudo se resume aos dois velhos conhecidos: inflação e emprego. Trocar o presidente do Federal Reserve talvez não consiga fazer grandes mudanças.
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BearWhisperGod
· 21h atrás
A dupla redução praticamente travou a política, mas ainda acho que as vozes a favor de aumento de juros estão subestimadas, o Federal Reserve não é tão dovish assim
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0xLostKey
· 21h atrás
Mais uma época de opiniões divergentes, a Goldman Sachs disse duas vezes, o Citigroup três vezes, o JPMorgan não quer se envolver... De qualquer forma, estou apenas esperando para ver quem será desmentido.
Sobre o ritmo de cortes de juros do Federal Reserve em 2026, as principais instituições de Wall Street recentemente apresentaram expectativas divergentes, refletindo diferentes julgamentos sobre a trajetória da economia.
**Consenso principal: corte moderado duplo**
A visão mais representativa é a do Goldman Sachs — espera-se um corte de juros em março e outro em junho, cada um de 25 pontos base, levando a taxa dos fundos federais para a faixa de 3,00%-3,25% até o final do ano. Essa instituição também projeta um crescimento econômico na faixa de 2%-2,5%. Morgan Stanley, Bank of America, Wells Fargo, Nomura, Barclays e outras grandes instituições basicamente concordam com esse ritmo de cortes, apenas ajustando os momentos específicos. Por exemplo, a Nomura prevê cortes em junho e setembro, enquanto Morgan Stanley prefere janeiro e abril, mas é importante notar que a probabilidade de um corte em janeiro é bastante limitada — portanto, na prática, é mais provável que em 2026 ocorram duas reduções de juros.
**Divergências nas extremidades**
O Citibank adotou uma postura mais agressiva, prevendo três cortes de juros, totalizando 75 pontos base, com a taxa chegando a 2,75%-3,00% até o final do ano, em janeiro, março e setembro. Em contraste, JPMorgan e Deutsche Bank são mais cautelosos, prevendo apenas um corte de 25 pontos base, com um ritmo mais conservador.
Há também opiniões mais extremas. Alguns analistas do HSBC e Standard Chartered acreditam que o ano pode passar sem cortes, enquanto a Macquarie prevê até mesmo um aumento de juros. Essas opiniões não convencionais, embora com menor probabilidade, também merecem atenção. A previsão oficial do Congressional Budget Office (CBO) fica entre o consenso principal e a postura conservadora, estimando uma taxa de aproximadamente 3,4% no final do ano, com um corte de juros relativamente moderado.
**Variáveis decisivas**
O ritmo de cortes de juros será influenciado por três fatores principais: a velocidade de queda dos dados de inflação, a resiliência do mercado de trabalho e a orientação de política do novo presidente do Federal Reserve. A combinação desses fatores determinará quantas oportunidades de corte de juros haverá em 2026.
A orientação para alocação de ativos é bastante clara — se o consenso de um corte duplo moderado se concretizar, ativos de risco e criptomoedas terão suporte; por outro lado, se os cortes forem atrasados ou não ocorrerem, o dólar e o ouro se beneficiarão mais; se os três cortes agressivos realmente acontecerem, os ativos de criptomoedas e ações de crescimento terão maior resiliência. O consenso atual praticamente já incorpora no mercado a expectativa de, no máximo, dois cortes em 2026.