O jogador de Major League que é uma estrela de primeira linha, Anthony Rizzo, revelou que irá terminar a sua carreira após 14 temporadas. A sua aposentação, enquanto jogador de primeira base dos Yankees, simboliza o fim de uma era, sendo mais do que uma simples troca de jogadores. Ele planeja celebrar este marco na sua antiga escola, no Chicago Reigners Field, junto da equipa.
O auge da glória — 2016 e a maldição de 108 anos
O momento em que o nome de Anthony Rizzo ficará para sempre gravado é na World Series de 2016. Quando os Chicago Cubs, que estavam há 108 anos sem vencer a World Series, quebraram essa “maldição”, Rizzo foi uma peça fundamental nesse feito. Especialmente no Jogo 7, ao apanhar o lançamento de Chris Bryant de terceira base para o último out. Este momento histórico foi o auge da sua carreira.
Na temporada de 2016, Rizzo apresentou um desempenho impressionante. Em 155 jogos, registou 32 home runs e 109 corridas impulsionadas, conquistando tanto o Gold Glove quanto o Platinum Glove. Contudo, o significado daquele ano vai além das estatísticas. Foi também finalista do Marvin Miller Man of the Year Award, nomeado para o Roberto Clemente Award, e a sua contribuição para a comunidade foi altamente reconhecida.
Na Série de Campeonato da Liga contra os Dodgers de Los Angeles, bateu .320 de média, com um slugging de .640, e impulsionou duas corridas, contribuindo para o avanço da equipa. Na World Series, destacou-se ainda mais, com uma média de .360 e uma taxa de on-base de .484, deixando uma marca de excelência. Contra os Indians na altura, Rizzo não só se destacou pelo seu impacto em campo, mas também pela sua postura profissional, ganhando respeito.
De início promissor ao crescimento
Quando o Boston Red Sox o selecionou na 6ª ronda do draft de 2007, vindo do liceu de Parkland, era difícil prever o seu futuro brilhante. Em 2010, transferiu-se para os Padres de San Diego, por decisão do general manager Jed Hoyer, e fez a sua estreia na Major League a 11 de junho de 2011, contra os Nationals, registando o seu primeiro hit.
Pouco tempo depois, Hoyer transferiu-se para os Cubs de Chicago, e Rizzo também mudou de equipa. Na sua primeira época com os Cubs, em 2012, jogou 87 jogos, com uma média de .285 e uma taxa de on-base de .342. A sua evolução a partir daí foi notável.
Os anos de sucesso em Chicago
De 2014 a 2020, Rizzo tornou-se na cara dos Cubs. Durante seis temporadas consecutivas, teve um OPS+ superior a 124, foi selecionado para o All-Star três vezes, terminou no top 10 nas votações para MVP três vezes e ganhou quatro Gold Gloves, acumulando uma carreira brilhante.
2016 foi o seu pico, mas ele manteve um desempenho consistente após isso. Na Série Divisional, enfrentando os Giants de San Francisco, teve dificuldades com 1 hit em 15 at-bats, mas compensou com atuações nos playoffs seguintes.
A última fase com os Yankees
Na data limite de trocas de 2021, Rizzo foi transferido para os Yankees. Nos dois primeiros jogos, teve 4 hits em 5 at-bats, incluindo dois home runs, mostrando bom ritmo, mas a sua carreira em Nova York enfrentou desafios.
Na temporada de 2023, sofreu uma concussão após colisão com Fernando Tatis Jr., ficando de fora do final da época. Em 2024, após uma colisão com um lançador dos Red Sox, que quebrou o braço, perdeu 63 jogos. Após o regresso, o seu desempenho foi abaixo do esperado, com uma média de .267 e uma OBP de .421, lutando para manter a forma.
No final da época, recebeu uma proposta de contrato abaixo do seu valor de mercado. Sem aceitar essas condições, decidiu não jogar na temporada de 2025, encerrando a sua carreira. Segundo o Spotrac, o seu salário total ao longo da carreira ultrapassou os 135 milhões de dólares, sendo uma decisão baseada em princípios profissionais, não em razões financeiras.
Uma luta além do baseball — enfrentando o cancro
A maior vitória na vida de Anthony Rizzo foi fora do campo. Ainda adolescente, um ano após o draft, foi diagnosticado com linfoma de Hodgkin clássico em estágio avançado. Na altura, os Red Sox de Boston, que tinham passado por uma experiência semelhante com John Lester dois anos antes, apoiaram-no ao máximo. Rizzo recebeu seis meses de quimioterapia no Massachusetts General Hospital, e posteriormente entrou em remissão, sendo considerado clinicamente apto para uma vida normal.
Contudo, a definição de “vida normal” para ele foi diferente da de muitas pessoas. Em 2012, fundou a Anthony Rizzo Family Foundation, dedicada à investigação do cancro e ao apoio às famílias de pacientes. A fundação organiza anualmente eventos como concursos de culinária, de risadas e caminhadas solidárias, angariando fundos ao longo dos anos.
Além disso, contribuiu diretamente para a sua antiga escola, a Marjory Stoneman Douglas High School, apoiando vítimas de tiroteios e doando iluminação para os campos de basebol e softbol da escola.
Perspectivas após a aposentação
A época em que um convidado do podcast de Bill Simmons dizia que “não se vai contar histórias sobre Anthony Rizzo ao colo do neto” já passou. Com uma carreira de 14 temporadas na Major League, inúmeros prémios pessoais, brilho na World Series, e, acima de tudo, um amor genuíno pelo desporto, pelo campo e fora dele, Rizzo conquistou respeito.
O nome Anthony Rizzo não será apenas uma referência na história do baseball profissional, mas uma narrativa de alguém que superou dificuldades, contribuiu para a sociedade e continuará a inspirar as próximas gerações.
Ver original
Esta página pode conter conteúdos de terceiros, que são fornecidos apenas para fins informativos (sem representações/garantias) e não devem ser considerados como uma aprovação dos seus pontos de vista pela Gate, nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Declaração de exoneração de responsabilidade para obter mais informações.
Encerrando o brilho da temporada 14 — Anthony Rizzo deixa o mundo do beisebol
O jogador de Major League que é uma estrela de primeira linha, Anthony Rizzo, revelou que irá terminar a sua carreira após 14 temporadas. A sua aposentação, enquanto jogador de primeira base dos Yankees, simboliza o fim de uma era, sendo mais do que uma simples troca de jogadores. Ele planeja celebrar este marco na sua antiga escola, no Chicago Reigners Field, junto da equipa.
O auge da glória — 2016 e a maldição de 108 anos
O momento em que o nome de Anthony Rizzo ficará para sempre gravado é na World Series de 2016. Quando os Chicago Cubs, que estavam há 108 anos sem vencer a World Series, quebraram essa “maldição”, Rizzo foi uma peça fundamental nesse feito. Especialmente no Jogo 7, ao apanhar o lançamento de Chris Bryant de terceira base para o último out. Este momento histórico foi o auge da sua carreira.
Na temporada de 2016, Rizzo apresentou um desempenho impressionante. Em 155 jogos, registou 32 home runs e 109 corridas impulsionadas, conquistando tanto o Gold Glove quanto o Platinum Glove. Contudo, o significado daquele ano vai além das estatísticas. Foi também finalista do Marvin Miller Man of the Year Award, nomeado para o Roberto Clemente Award, e a sua contribuição para a comunidade foi altamente reconhecida.
Na Série de Campeonato da Liga contra os Dodgers de Los Angeles, bateu .320 de média, com um slugging de .640, e impulsionou duas corridas, contribuindo para o avanço da equipa. Na World Series, destacou-se ainda mais, com uma média de .360 e uma taxa de on-base de .484, deixando uma marca de excelência. Contra os Indians na altura, Rizzo não só se destacou pelo seu impacto em campo, mas também pela sua postura profissional, ganhando respeito.
De início promissor ao crescimento
Quando o Boston Red Sox o selecionou na 6ª ronda do draft de 2007, vindo do liceu de Parkland, era difícil prever o seu futuro brilhante. Em 2010, transferiu-se para os Padres de San Diego, por decisão do general manager Jed Hoyer, e fez a sua estreia na Major League a 11 de junho de 2011, contra os Nationals, registando o seu primeiro hit.
Pouco tempo depois, Hoyer transferiu-se para os Cubs de Chicago, e Rizzo também mudou de equipa. Na sua primeira época com os Cubs, em 2012, jogou 87 jogos, com uma média de .285 e uma taxa de on-base de .342. A sua evolução a partir daí foi notável.
Os anos de sucesso em Chicago
De 2014 a 2020, Rizzo tornou-se na cara dos Cubs. Durante seis temporadas consecutivas, teve um OPS+ superior a 124, foi selecionado para o All-Star três vezes, terminou no top 10 nas votações para MVP três vezes e ganhou quatro Gold Gloves, acumulando uma carreira brilhante.
2016 foi o seu pico, mas ele manteve um desempenho consistente após isso. Na Série Divisional, enfrentando os Giants de San Francisco, teve dificuldades com 1 hit em 15 at-bats, mas compensou com atuações nos playoffs seguintes.
A última fase com os Yankees
Na data limite de trocas de 2021, Rizzo foi transferido para os Yankees. Nos dois primeiros jogos, teve 4 hits em 5 at-bats, incluindo dois home runs, mostrando bom ritmo, mas a sua carreira em Nova York enfrentou desafios.
Na temporada de 2023, sofreu uma concussão após colisão com Fernando Tatis Jr., ficando de fora do final da época. Em 2024, após uma colisão com um lançador dos Red Sox, que quebrou o braço, perdeu 63 jogos. Após o regresso, o seu desempenho foi abaixo do esperado, com uma média de .267 e uma OBP de .421, lutando para manter a forma.
No final da época, recebeu uma proposta de contrato abaixo do seu valor de mercado. Sem aceitar essas condições, decidiu não jogar na temporada de 2025, encerrando a sua carreira. Segundo o Spotrac, o seu salário total ao longo da carreira ultrapassou os 135 milhões de dólares, sendo uma decisão baseada em princípios profissionais, não em razões financeiras.
Uma luta além do baseball — enfrentando o cancro
A maior vitória na vida de Anthony Rizzo foi fora do campo. Ainda adolescente, um ano após o draft, foi diagnosticado com linfoma de Hodgkin clássico em estágio avançado. Na altura, os Red Sox de Boston, que tinham passado por uma experiência semelhante com John Lester dois anos antes, apoiaram-no ao máximo. Rizzo recebeu seis meses de quimioterapia no Massachusetts General Hospital, e posteriormente entrou em remissão, sendo considerado clinicamente apto para uma vida normal.
Contudo, a definição de “vida normal” para ele foi diferente da de muitas pessoas. Em 2012, fundou a Anthony Rizzo Family Foundation, dedicada à investigação do cancro e ao apoio às famílias de pacientes. A fundação organiza anualmente eventos como concursos de culinária, de risadas e caminhadas solidárias, angariando fundos ao longo dos anos.
Além disso, contribuiu diretamente para a sua antiga escola, a Marjory Stoneman Douglas High School, apoiando vítimas de tiroteios e doando iluminação para os campos de basebol e softbol da escola.
Perspectivas após a aposentação
A época em que um convidado do podcast de Bill Simmons dizia que “não se vai contar histórias sobre Anthony Rizzo ao colo do neto” já passou. Com uma carreira de 14 temporadas na Major League, inúmeros prémios pessoais, brilho na World Series, e, acima de tudo, um amor genuíno pelo desporto, pelo campo e fora dele, Rizzo conquistou respeito.
O nome Anthony Rizzo não será apenas uma referência na história do baseball profissional, mas uma narrativa de alguém que superou dificuldades, contribuiu para a sociedade e continuará a inspirar as próximas gerações.