Economia Suficiente não é apenas um termo familiar para os tailandeses, mas uma filosofia de vida com raízes profundas, que surgiu das condições económicas da Tailândia na era do reino e continua relevante para o nosso modo de vida quotidiano.
De onde veio: Origens do conceito
Em 2517 d.C., Sua Majestade o Rei Bhumibol Adulyadej, Rama IX, dispensou ensinamentos sobre a criação de “ter o suficiente, comer o suficiente, usar o suficiente” aos estudantes da Universidade de Agricultura de Kasetsart. Este ensinamento surgiu quando a Tailândia canalizava esperanças para o desenvolvimento industrial, recorrendo a empréstimos estrangeiros e à exportação de produtos agrícolas. As consequências foram desigualdade de rendimentos, degradação ambiental e risco de crises económicas.
Um ano antes da crise das gambas ao curry, em 2540 d.C., Sua Majestade reafirmou que a economia suficiente significava que as comunidades, distritos e famílias pudessem “autossustentar-se”. Não é necessário que cada agregado produza tudo, mas devem ter suficiência apropriada, ser capazes de criar produtos e vender para locais não muito distantes.
O núcleo: 3 pilares e 2 condições
Para compreender a “economia suficiente” profundamente, precisamos conhecer os 3 pilares e 2 condições essenciais.
Os 3 pilares são:
Primeiro pilar: Moderação é ganhar rendimento de forma honesta, sem forçar ou enganar ninguém. Gastar de forma apropriada ao seu estado, sem extravagância, e não depender constantemente de empréstimos de outros.
Segundo pilar: Racionalidade é pensar cuidadosamente antes de tomar qualquer decisão e agir, não decidir por emoção ou apenas por instinto. A pessoa deve primeiro autoanalisar-se, verificando se tem capacidade suficiente, como é a estabilidade do plano e considerar o que pode acontecer no futuro.
Terceiro pilar: Sistema de defesa forte é estar preparado para lidar com qualquer mudança repentina, seja de fatores externos ou internos. A pessoa ou família deve ser flexível e capaz de se adaptar apropriadamente ao novo contexto.
As 2 condições que impulsionam os 3 pilares:
Conhecimento em várias áreas, seja da educação escolar, da experiência pessoal ou do aprendizado com especialistas. Este conhecimento ajuda-nos a resolver problemas, fazer planos e executar ações corretamente.
Virtude e justiça, como honestidade, diligência, esforço e cumprir os nossos deveres completamente. Estas virtudes ajudam a equilibrar as nossas vidas e promovem justiça na sociedade.
Da teoria à prática: Exemplos reais
Na agricultura
Os agricultores comuns tendem a cultivar apenas um tipo de cultura, correndo risco de seca, doenças e queda de preços. Mas seguindo a economia suficiente, podem:
Fazer “campos mistos e jardins” plantando arroz, vegetais e lichia num único lote, cavar reservatórios para armazenar água, criar peixe e galinhas, proporcionando múltiplas fontes de rendimento e autossuficiência alimentar ao longo do ano.
Praticar a teoria da nova agricultura, dividindo a terra em secções seguindo princípios científicos, melhorando a gestão.
Formar grupos de cooperação agrícola para criar os seus próprios mercados e não depender de intermediários.
No negócio e indústria
Os empresários que abraçam a “economia suficiente”:
Usam tecnologia e recursos económicos, mas de qualidade elevada.
Produzem em proporções equilibradas com a sua capacidade, sem se sobreestenderem.
Distribuem riscos e planeiam lucros de longo prazo, não se obcecando com ganhos de curto prazo.
Comportam-se honestamente, sem enganar consumidores, trabalhadores ou fornecedores de matérias-primas.
Usam matérias-primas locais e servem primeiro o mercado doméstico, depois exploram mercados internacionais.
Reconhecimento internacional
Em 2549 d.C., a Organização das Nações Unidas (ONU) elogiou esta filosofia, reconhecendo Sua Majestade o Rei Bhumibol Adulyadej, Rama IX, como um “Rei Desenvolvedor” e concedeu o prémio “Human Development Lifetime Achievement Award”, o que reconheceu que a economia suficiente está alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, que enfatizam o desenvolvimento que não prejudica as gerações futuras.
Aplicação na vida quotidiana
A prática da “economia suficiente” por cada pessoa não precisa de esperar que o governo ou o público comece primeiro. Comece com:
Estudar e adquirir conhecimentos continuamente e aperfeiçoar competências profissionais.
Ser paciente e diligente no trabalho.
Exercer uma profissão honesta, sem fraude ou exploração.
Encontrar equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, não se sobrecarregar.
Aprender poupança e planear finanças cuidadosamente.
Gastar com consciência, conforme o seu estado e papel.
Recolher informação, fazer planos e pensar profundamente antes de agir.
Significado profundo
“Economia suficiente” não significa falta de ambição ou não querer melhorar a vida, mas querer crescer forte e sustentavelmente, com base em segurança, independentemente de como o mundo mude.
Para além de aplicação na agricultura, a economia suficiente pode ser adaptada em todos os ramos, desde finanças, indústria, imobiliário até comércio e investimento internacional, mantendo apenas o caminho do meio na execução.
Em conclusão, esta filosofia ensina-nos que o crescimento sustentável vem de viver com consciência, racionalidade e sabedoria, não de seguir cegamente os outros ou da negligência completa.
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Economia de Suficiência: Uma Filosofia de Vida que Perdura há Muito Tempo
Economia Suficiente não é apenas um termo familiar para os tailandeses, mas uma filosofia de vida com raízes profundas, que surgiu das condições económicas da Tailândia na era do reino e continua relevante para o nosso modo de vida quotidiano.
De onde veio: Origens do conceito
Em 2517 d.C., Sua Majestade o Rei Bhumibol Adulyadej, Rama IX, dispensou ensinamentos sobre a criação de “ter o suficiente, comer o suficiente, usar o suficiente” aos estudantes da Universidade de Agricultura de Kasetsart. Este ensinamento surgiu quando a Tailândia canalizava esperanças para o desenvolvimento industrial, recorrendo a empréstimos estrangeiros e à exportação de produtos agrícolas. As consequências foram desigualdade de rendimentos, degradação ambiental e risco de crises económicas.
Um ano antes da crise das gambas ao curry, em 2540 d.C., Sua Majestade reafirmou que a economia suficiente significava que as comunidades, distritos e famílias pudessem “autossustentar-se”. Não é necessário que cada agregado produza tudo, mas devem ter suficiência apropriada, ser capazes de criar produtos e vender para locais não muito distantes.
O núcleo: 3 pilares e 2 condições
Para compreender a “economia suficiente” profundamente, precisamos conhecer os 3 pilares e 2 condições essenciais.
Os 3 pilares são:
Primeiro pilar: Moderação é ganhar rendimento de forma honesta, sem forçar ou enganar ninguém. Gastar de forma apropriada ao seu estado, sem extravagância, e não depender constantemente de empréstimos de outros.
Segundo pilar: Racionalidade é pensar cuidadosamente antes de tomar qualquer decisão e agir, não decidir por emoção ou apenas por instinto. A pessoa deve primeiro autoanalisar-se, verificando se tem capacidade suficiente, como é a estabilidade do plano e considerar o que pode acontecer no futuro.
Terceiro pilar: Sistema de defesa forte é estar preparado para lidar com qualquer mudança repentina, seja de fatores externos ou internos. A pessoa ou família deve ser flexível e capaz de se adaptar apropriadamente ao novo contexto.
As 2 condições que impulsionam os 3 pilares:
Conhecimento em várias áreas, seja da educação escolar, da experiência pessoal ou do aprendizado com especialistas. Este conhecimento ajuda-nos a resolver problemas, fazer planos e executar ações corretamente.
Virtude e justiça, como honestidade, diligência, esforço e cumprir os nossos deveres completamente. Estas virtudes ajudam a equilibrar as nossas vidas e promovem justiça na sociedade.
Da teoria à prática: Exemplos reais
Na agricultura
Os agricultores comuns tendem a cultivar apenas um tipo de cultura, correndo risco de seca, doenças e queda de preços. Mas seguindo a economia suficiente, podem:
Fazer “campos mistos e jardins” plantando arroz, vegetais e lichia num único lote, cavar reservatórios para armazenar água, criar peixe e galinhas, proporcionando múltiplas fontes de rendimento e autossuficiência alimentar ao longo do ano.
Praticar a teoria da nova agricultura, dividindo a terra em secções seguindo princípios científicos, melhorando a gestão.
Formar grupos de cooperação agrícola para criar os seus próprios mercados e não depender de intermediários.
No negócio e indústria
Os empresários que abraçam a “economia suficiente”:
Usam tecnologia e recursos económicos, mas de qualidade elevada.
Produzem em proporções equilibradas com a sua capacidade, sem se sobreestenderem.
Distribuem riscos e planeiam lucros de longo prazo, não se obcecando com ganhos de curto prazo.
Comportam-se honestamente, sem enganar consumidores, trabalhadores ou fornecedores de matérias-primas.
Usam matérias-primas locais e servem primeiro o mercado doméstico, depois exploram mercados internacionais.
Reconhecimento internacional
Em 2549 d.C., a Organização das Nações Unidas (ONU) elogiou esta filosofia, reconhecendo Sua Majestade o Rei Bhumibol Adulyadej, Rama IX, como um “Rei Desenvolvedor” e concedeu o prémio “Human Development Lifetime Achievement Award”, o que reconheceu que a economia suficiente está alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, que enfatizam o desenvolvimento que não prejudica as gerações futuras.
Aplicação na vida quotidiana
A prática da “economia suficiente” por cada pessoa não precisa de esperar que o governo ou o público comece primeiro. Comece com:
Estudar e adquirir conhecimentos continuamente e aperfeiçoar competências profissionais.
Ser paciente e diligente no trabalho.
Exercer uma profissão honesta, sem fraude ou exploração.
Encontrar equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, não se sobrecarregar.
Aprender poupança e planear finanças cuidadosamente.
Gastar com consciência, conforme o seu estado e papel.
Recolher informação, fazer planos e pensar profundamente antes de agir.
Significado profundo
“Economia suficiente” não significa falta de ambição ou não querer melhorar a vida, mas querer crescer forte e sustentavelmente, com base em segurança, independentemente de como o mundo mude.
Para além de aplicação na agricultura, a economia suficiente pode ser adaptada em todos os ramos, desde finanças, indústria, imobiliário até comércio e investimento internacional, mantendo apenas o caminho do meio na execução.
Em conclusão, esta filosofia ensina-nos que o crescimento sustentável vem de viver com consciência, racionalidade e sabedoria, não de seguir cegamente os outros ou da negligência completa.