Neste período, o mercado de ações está a oscilar de um lado para o outro. Algumas pessoas têm medo de entrar, outras lamentam por não terem entrado. Os bancos pagam juros frágeis, o ouro já subiu e continua a subir. Quando procuramos por outras opções, descobrimos que títulos de dívida que não são tão conhecidos quanto as ações podem ser a resposta que muitos ignoram. Por isso, trouxemos informações claras sobre eles.
Títulos de dívida não são “dívida” nossa, mas sim uma “contrato” de valor
Esqueça a palavra “dívida” no nome, porque os títulos de dívida, quando investidores emprestam dinheiro a empresas ou ao governo, funcionam como um contrato de empréstimo. Nós somos os credores, e os outros são os devedores, que nos pagam juros regularmente. Quando chega a data de vencimento, eles devolvem o principal.
Assim, se a taxa de juros estiver baixa, títulos de dívida que oferecem retorno maior que a poupança normal podem atrair bastante atenção.
Investir em títulos de dívida traz quais riscos?
Cinco riscos básicos desde o início:
1. Risco de inadimplência - A empresa não consegue pagar a dívida. Sempre verifique a saúde financeira do emissor antes.
2. Risco de taxa de juros - Quando as taxas de mercado sobem, títulos antigos com juros baixos perdem valor.
3. Risco de liquidez - Não são ações que se compram e vendem facilmente; pode ser necessário esperar um tempo.
4. Risco de inflação - Se a inflação for maior que os juros recebidos, o retorno real será negativo.
5. Risco de reinvestimento - Quando vencem, é preciso encontrar novas opções de investimento. Se as opções forem ruins, o retorno pode ficar comprometido.
Além disso, há o “direito implícito” (Embedded Option) que deve ser considerado, como recompra antecipada pela empresa ou direito de conversão em ações, o que pode alterar o retorno.
Quantos tipos de títulos de dívida existem?
Do lado do emissor, há três tipos: títulos do governo (mais seguros), empresas estatais (relativamente seguras) e títulos privados (com bom retorno, mas com riscos).
Do lado do direito de reivindicação: títulos subordinados vs títulos não subordinados (os primeiros são mais arriscados, mas oferecem retorno maior).
Quanto à forma de pagamento de juros: pagos periodicamente (normalmente), juros acumulados (uma única vez) ou Títulos de Desconto (comprados por um preço inferior ao valor de face, que ao chegar ao vencimento pagam o valor cheio).
Também há o Fixed Rate (juros fixos) versus Floating Rate (juros variáveis).
Como calcular o retorno (simples)
Suponha que você compre um título de 10.000 reais, com juros de 8% ao ano, pagos duas vezes ao ano, por um período de 4 anos.
Cada pagamento: 10.000 × (8% ÷ 2) = 400 reais
Por ano: 800 reais
Total em 4 anos: 3.200 reais
Ao final do período: receberá 13.200 reais de volta
Não é complicado.
Como comprar: mercado primário vs mercado secundário
Mercado primário - compra direta da empresa ou do governo (via bancos comerciais como intermediários). Precisa comprar em lote, valor fixo, condições claras.
Mercado secundário (BEX) - compra de investidores anteriores, através de corretoras. Como comprar ações, o preço não é fixo (pode ser mais caro se as taxas de juros caírem). Processamento T+2.
Investir em títulos de dívida em 2024: vale a pena?
Vantagens principais:
Prazo de 1 dia até 20 anos. Quem quer que o dinheiro “gire” pode escolher o período.
Recebe fluxo de caixa regular (pagamentos contínuos, não só na venda).
Retorno maior que a poupança.
Risco menor que ações (com prioridade de pagamento sobre acionistas).
Mercado secundário para compra e venda, com liquidez razoável.
Títulos de dívida vs ações: qual vence?
Assunto
Títulos de dívida
Ações
Retorno
Constante, mas não espetacular
Potencial de crescimento alto, risco elevado
Risco
Baixo
Aproximadamente 3 vezes maior que títulos
Análise
Avalie capacidade de pagamento, taxa de juros
Analise lucros, crescimento, qualidade do negócio
Qual escolher? Depende de você:
Se for jovem e aceitar riscos → escolha ações
Se for mais velho e preferir segurança → escolha títulos de dívida
Se for comum → misture 60% ações + 40% títulos (ou qualquer proporção) para uma “dormida tranquila” com retorno razoável
Resumo
Títulos de dívida não são uma ferramenta de investimento “vaca” ou “superior” como ações, mas têm papel importante para quem busca equilíbrio entre segurança e retorno razoável.
Com facilidade de compra e venda (via mercado secundário BEX) e entendimento adequado dos riscos, todo investidor deve considerá-los como uma das opções de investimento sistemático, ao invés de deixar o dinheiro parado no banco com juros “zero” por mês.
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Títulos de dívida de 2567: Por que os investidores estão a ignorar este ativo "seguro"?
Neste período, o mercado de ações está a oscilar de um lado para o outro. Algumas pessoas têm medo de entrar, outras lamentam por não terem entrado. Os bancos pagam juros frágeis, o ouro já subiu e continua a subir. Quando procuramos por outras opções, descobrimos que títulos de dívida que não são tão conhecidos quanto as ações podem ser a resposta que muitos ignoram. Por isso, trouxemos informações claras sobre eles.
Títulos de dívida não são “dívida” nossa, mas sim uma “contrato” de valor
Esqueça a palavra “dívida” no nome, porque os títulos de dívida, quando investidores emprestam dinheiro a empresas ou ao governo, funcionam como um contrato de empréstimo. Nós somos os credores, e os outros são os devedores, que nos pagam juros regularmente. Quando chega a data de vencimento, eles devolvem o principal.
Assim, se a taxa de juros estiver baixa, títulos de dívida que oferecem retorno maior que a poupança normal podem atrair bastante atenção.
Investir em títulos de dívida traz quais riscos?
Cinco riscos básicos desde o início:
1. Risco de inadimplência - A empresa não consegue pagar a dívida. Sempre verifique a saúde financeira do emissor antes.
2. Risco de taxa de juros - Quando as taxas de mercado sobem, títulos antigos com juros baixos perdem valor.
3. Risco de liquidez - Não são ações que se compram e vendem facilmente; pode ser necessário esperar um tempo.
4. Risco de inflação - Se a inflação for maior que os juros recebidos, o retorno real será negativo.
5. Risco de reinvestimento - Quando vencem, é preciso encontrar novas opções de investimento. Se as opções forem ruins, o retorno pode ficar comprometido.
Além disso, há o “direito implícito” (Embedded Option) que deve ser considerado, como recompra antecipada pela empresa ou direito de conversão em ações, o que pode alterar o retorno.
Quantos tipos de títulos de dívida existem?
Do lado do emissor, há três tipos: títulos do governo (mais seguros), empresas estatais (relativamente seguras) e títulos privados (com bom retorno, mas com riscos).
Do lado do direito de reivindicação: títulos subordinados vs títulos não subordinados (os primeiros são mais arriscados, mas oferecem retorno maior).
Quanto à forma de pagamento de juros: pagos periodicamente (normalmente), juros acumulados (uma única vez) ou Títulos de Desconto (comprados por um preço inferior ao valor de face, que ao chegar ao vencimento pagam o valor cheio).
Também há o Fixed Rate (juros fixos) versus Floating Rate (juros variáveis).
Como calcular o retorno (simples)
Suponha que você compre um título de 10.000 reais, com juros de 8% ao ano, pagos duas vezes ao ano, por um período de 4 anos.
Cada pagamento: 10.000 × (8% ÷ 2) = 400 reais
Por ano: 800 reais
Total em 4 anos: 3.200 reais
Ao final do período: receberá 13.200 reais de volta
Não é complicado.
Como comprar: mercado primário vs mercado secundário
Mercado primário - compra direta da empresa ou do governo (via bancos comerciais como intermediários). Precisa comprar em lote, valor fixo, condições claras.
Mercado secundário (BEX) - compra de investidores anteriores, através de corretoras. Como comprar ações, o preço não é fixo (pode ser mais caro se as taxas de juros caírem). Processamento T+2.
Investir em títulos de dívida em 2024: vale a pena?
Vantagens principais:
Títulos de dívida vs ações: qual vence?
Qual escolher? Depende de você:
Resumo
Títulos de dívida não são uma ferramenta de investimento “vaca” ou “superior” como ações, mas têm papel importante para quem busca equilíbrio entre segurança e retorno razoável.
Com facilidade de compra e venda (via mercado secundário BEX) e entendimento adequado dos riscos, todo investidor deve considerá-los como uma das opções de investimento sistemático, ao invés de deixar o dinheiro parado no banco com juros “zero” por mês.