Bitcoin segue pressionado nos US$ 90 mil enquanto posições vendidas atingem US$ 250 milhões

O Bitcoin enfrenta resistência técnica significativa na marca dos US$ 90 mil, refletindo um equilíbrio frágil entre compradores e vendedores. Com o ativo oscilando próximo aos US$ 87.700, a dificuldade em consolidar ganhos revela um mercado fragmentado, onde investidores institucionais adotam estratégias defensivas através da abertura de posições vendidas de cerca de US$ 250 milhões em Bitcoin, Ether e Solana combinados.

Liquidez reduzida intensifica volatilidade e comportamento sazonal

A retração de capital no final do ano se apresenta como fator estrutural na dinâmica dos preços. Muitos operadores reduziram exposições para preservar ganhos acumulados, provocando compressão na profundidade dos livros de ordem. Essa redução de liquidez amplifica movimentos abruptos mesmo diante da ausência de catalisadores relevantes, tornando o mercado extremamente sensível a operações de menor porte.

O contexto macroeconômico também influencia o comportamento do Bitcoin. Enquanto ouro e prata renovam máximas históricas em meio às incertezas econômicas, o criptoativo não acompanha o mesmo fluxo de capital, criando uma divergência em relação aos padrões históricos de correlação positiva em ambientes de aversão ao risco. A relação BTC/XAU aponta perda relativa de valor, sugerindo possível compressão técnica no curto prazo.

Sinais técnicos construtivos emergem apesar da fraqueza no preço

Indicadores de momentum começam a revelar nuances importantes na estrutura do mercado. O Índice de Força Relativa (RSI) no gráfico de três dias registra mínimas mais altas enquanto o preço forma mínimas mais baixas, caracterizando uma divergência altista clássica. Configurações semelhantes em ciclos anteriores antecederam movimentos relevantes de recuperação.

No gráfico de quatro horas, o preço enfrenta rejeições recorrentes nas médias móveis simples e exponenciais de 200 períodos, que atuam como resistência dinâmica delimitando a zona de controle. Enquanto o Bitcoin permanecer abaixo dessas médias, a probabilidade de continuidade lateral ou novos testes de suporte segue elevada. A recuperação desse patamar é considerada condição necessária para restabelecimento de uma estrutura de alta mais consistente.

Capitulação de mineradores sinaliza enfraquecimento de pressão vendedora

O segmento de mineração enfrenta período de estresse significativo. A taxa de hash sofreu queda de 4%, a mais acentuada desde o primeiro semestre de 2024, acompanhada de retração mensal de 9% no preço do Bitcoin. A volatilidade realizada de 30 dias ultrapassou 45%, nível não observado desde abril de 2025.

Essa combinação força operadores menos eficientes a desligarem equipamentos para evitar prejuízos operacionais. O processo de capitulação tende a reduzir a pressão de venda estrutural no médio prazo, eliminando agentes marginais que precisam liquidar ativos para cobrir custos imediatos. Historicamente, quedas na taxa de hash foram seguidas por retornos positivos em 65% dos casos após 90 dias, com retorno médio de 72% em períodos de seis meses.

Reconfiguração energética na China e impacto na rede

Um dos principais catalisadores da queda recente foi o desligamento de aproximadamente 400 mil máquinas na província de Xinjiang, removendo cerca de 1,3 GW de capacidade em apenas 24 horas. A decisão está vinculada à realocação de energia para centros de dados voltados à inteligência artificial, atividade que oferece margens superiores à mineração de Bitcoin atualmente.

Estimativas sugerem que até 10% da taxa de hash global pode ser perdida de forma permanente. Essa reorganização concentrará a mineração em operadores com acesso a energia mais barata e infraestrutura eficiente, elevando a barreira de entrada do setor.

Compressão de custos e suporte estatal

O preço de equilíbrio da eletricidade para o modelo Bitmain S19 XP caiu de US$ 0,12 para US$ 0,077 por kWh em um ano, representando redução de 36%. Operações que não acompanham essa compressão de custos enfrentam risco crescente de inviabilidade econômica.

Apesar das dificuldades, ao menos 13 países já participam da mineração de Bitcoin com algum grau de apoio estatal, visando soberania energética ou monetária. Essa diversificação geográfica tende a criar maior resiliência na rede mesmo diante de pressões políticas ou realocações energéticas regionais.

Perspectivas para o curto prazo

O Bitcoin aguarda entrada mais consistente de capital comprador para superar a resistência técnica crítica. A combinação de divergências altistas, capitulação de mineradores menos eficientes e redução estrutural de oferta oferece suporte fundamental para uma possível reversão, desde que sejam confirmados por aumento expressivo de volume.

Com a proximidade do fim do ano e liquidez ainda reduzida, movimentos abruptos permanecem prováveis. Observadores monitoram atentamente a semana de Natal, período onde a volatilidade tende a se amplificar, criando tanto oportunidades quanto riscos para diferentes estratégias de posicionamento.

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