As 31 de dia, os Guardas Revolucionários Islâmicos do Irão (IRGC) emitiram um ultimato final, assinalando 18 das principais empresas de tecnologia e finanças dos EUA, incluindo a Nvidia, a Apple, a Meta, entre outras, e ameaçando que, se voltar a ocorrer um assassinato direcionado no território do Irão, os organismos competentes serão destruídos, além de exigirem que os funcionários «abandonem imediatamente» o local.
(Antecedentes: O Irão ameaça bombardear a frota de navios de guerra dos EUA e bloquear o Estreito de Hormuz; Trump: se houver retaliação, só atrairá ataques ainda mais intensos)
(Extra de contexto: circula a informação de que Israel lançou um ataque militar «preventivo» ao Irão! O Bitcoin cai de forma instantânea abaixo de 65 000 dólares, e as emoções de pânico no mercado disparam).
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Os Guardas Revolucionários Islâmicos do Irão (IRGC) emitiram ontem (31) um comunicado, enumerando um total de 18 empresas, incluindo a Nvidia, a Apple, a Meta, a Google, a Microsoft, a Tesla e a Palantir, classificando-as como «principais mentores de um plano de assassinatos». O teor do comunicado é direto: basta que, no Irão, volte a haver assassinatos direcionados de líderes, para que as instalações relevantes destas empresas na região do Golfo se tornem alvos de ataque.
No comunicado, o tom é firme: «A partir das 20:00 de quarta-feira, 1 de abril, hora de Teerão, estas empresas devem esperar que, sempre que ocorra no Irão um caso de assassinato, os respetivos departamentos sejam destruídos.» Os Guardas Revolucionários também alertaram: «Recomendamos que os funcionários destas instituições, para sua própria segurança, saiam imediatamente dos seus locais de trabalho.»
Os Guardas Revolucionários acusaram que estas 18 empresas não são meras empresas de tecnologia, mas sim «os principais mentores do planeamento e do rastreio de alvos de assassinatos», e que o governo dos EUA e estes gigantes tecnológicos ignoraram repetidamente os nossos avisos, salientando que é necessário parar as ações contra altos responsáveis do Irão.
As empresas visadas abrangem vários setores, incluindo tecnologia, finanças, energia e defesa:
Nvidia, Apple, Meta, Google, Intel, Microsoft, Oracle, Tesla, Palantir, Cisco, HP, IBM, Dell, JPMorgan, GE, Spire Solution, G42, Boeing.
Entre elas, a Palantir tem mantido contratos de longa data com a inteligência militar de defesa dos EUA; a G42, por sua vez, é um grupo tecnológico de IA dos Emirados Árabes Unidos, que alguns analistas consideram como um nó de extensão da influência tecnológica dos EUA no Médio Oriente.
No momento em que os Guardas Revolucionários Islâmicos do Irão emitiram a ameaça, o presidente dos EUA, Trump, afirmou publicamente que está a impulsionar a mediação diplomática, tentando terminar o conflito, mas simultaneamente assegurou que, se o Irão não cedesse, serão reforçadas as ofensivas conjuntas entre os EUA e o Irão.
Esta postura de «fazer disparos na mesa de negociações» intensifica ainda mais as dúvidas do mercado sobre a escalada do conflito geopolítico.