
Robert Kiyosaki, o reputado autor de 'Rich Dad, Poor Dad', tem sido um dos principais defensores da independência financeira por via da acumulação de ativos, em vez do rendimento assente no salário. A primeira regra em Rich Dad, Poor Dad assenta num princípio essencial: os indivíduos abastados não trabalham para ganhar dinheiro no sentido tradicional. De forma estratégica, constroem riqueza ao adquirir e preservar ativos reais que geram fluxos de rendimento passivo.
Kiyosaki aponta que os salários são sistematicamente reduzidos por diversos fatores, entre os quais a carga fiscal, a inflação monetária e a instabilidade dos mercados. Afirma que as moedas fiduciárias perdem poder de compra ao longo do tempo, tornando o rendimento salarial uma opção pouco fiável para criar riqueza. Em alternativa, os mais ricos focam-se na aquisição de ativos tangíveis que conservam e valorizam com o tempo.
Kiyosaki aconselha investir em ativos físicos e alternativas como imóveis para arrendamento, direitos petrolíferos, operações agrícolas e metais preciosos como ouro e prata. Mais recentemente, incluiu nesta lista os ativos digitais e criptomoedas. O que distingue estes investimentos é a capacidade de gerar fluxos de caixa fiscalmente vantajosos, protegendo a acumulação de riqueza de uma tributação excessiva. Por contraponto, as poupanças tradicionais em moeda fiduciária oferecem escassa proteção face à inflação e à desvalorização económica.
Kiyosaki estabelece uma distinção crucial entre as estratégias financeiras das diferentes classes sociais. As classes baixa e média tendem a procurar empregos estáveis com salários regulares, acreditando que isso lhes garante segurança e previsibilidade financeira. No entanto, Kiyosaki defende que esta crença é profundamente equivocada, pois o emprego tradicional oferece pouca segurança real e gera rendimentos sujeitos a forte tributação.
O problema intensifica-se quando as pessoas poupam o rendimento tributável em moeda fiduciária e investem posteriormente em ativos financeiros convencionais, como ações, obrigações, fundos de investimento e ETFs. Estes instrumentos estão sujeitos à volatilidade do mercado e, historicamente, têm apresentado resultados inferiores face a ativos tangíveis. Kiyosaki sublinha que esta dinâmica perpetua a dependência financeira, em vez de fomentar uma verdadeira criação de riqueza.
Em contraste, os indivíduos abastados optam por uma estratégia distinta, em conformidade com a filosofia Rich Dad. Procuram investimentos que gerem fluxos de caixa reais, fiscalmente eficientes, e que preservem o poder de compra ao longo do tempo. Ao investir em metais preciosos e ativos digitais alternativos, os mais ricos criam uma base financeira sólida que assegura proteção patrimonial e segurança a longo prazo. Esta abordagem exige conhecimento e ação deliberada, mas oferece, em última instância, a liberdade financeira que advém da construção de ativos genuínos, em vez de depender do rendimento do trabalho.
A primeira regra de 'Rich Dad', segundo Robert Kiyosaki, desafia de forma incisiva a visão tradicional sobre criação de riqueza e segurança financeira. Em vez de priorizar o emprego estável e os investimentos convencionais, Kiyosaki propõe uma mudança estratégica para a acumulação de ativos reais que geram rendimentos fiscalmente otimizados. A sua filosofia evidencia que a verdadeira independência financeira resulta da diferença entre obter dinheiro via salários e criar riqueza por meio de ativos. O principal ensinamento da regra n.º 1 em Rich Dad, Poor Dad é que a liberdade financeira não se conquista apenas com salários mais elevados, mas sim com a aquisição e gestão deliberada de ativos que proporcionam segurança duradoura e geração passiva de rendimento. Apesar de esta abordagem ser debatida entre especialistas financeiros, os princípios de Kiyosaki continuam a influenciar quem procura repensar a sua gestão de dinheiro, poupança e criação de riqueza a longo prazo.











