

A Bolívia prepara-se para integrar stablecoins no seu sistema bancário tradicional, estabelecendo um novo marco no setor financeiro nacional. Esta iniciativa permitirá que criptomoedas estáveis funcionem como moeda legal em várias operações, incluindo contas de poupança, cartões de crédito e empréstimos pessoais e empresariais.
Este avanço representa uma transformação significativa no setor financeiro latino-americano, posicionando a Bolívia como pioneira na adoção formal de ativos digitais. O principal objetivo passa por alargar o acesso financeiro, sobretudo a cidadãos historicamente excluídos do sistema convencional. A integração deverá também potenciar o uso real das moedas digitais, promovendo transações mais rápidas, económicas e transparentes.
A adoção de stablecoins pelo sistema bancário boliviano poderá proteger contra a volatilidade das criptomoedas tradicionais, já que as stablecoins são desenhadas para manter valor estável indexado a ativos de reserva como o dólar dos EUA. Esta estabilidade torna-as especialmente úteis para operações do dia-a-dia e como reserva de valor em economias marcadas pela inflação.
Por outro lado, a Tether anunciou o encerramento definitivo das suas operações de mineração de criptomoedas no Uruguai. A decisão surge após negociações prolongadas e infrutíferas com as autoridades locais para garantir tarifas energéticas mais competitivas, essenciais para a viabilidade do projeto.
A mineração de criptomoedas exige grandes volumes de energia, tornando o custo da eletricidade um fator determinante para o setor. A Tether e o governo do Uruguai tentaram negociar condições preferenciais para manter as instalações da empresa, mas sem acordo satisfatório, a Tether optou pela suspensão das operações.
Como consequência direta, cerca de 30 trabalhadores foram dispensados no local de mineração, afetando negativamente o mercado tecnológico local. Este encerramento evidencia os desafios enfrentados pelas empresas cripto na região, sempre que os custos operacionais—sobretudo energéticos—não são competitivos face a outras jurisdições globais com incentivos mais atrativos.
Num sinal positivo para o ecossistema cripto latino-americano, o projeto Libra Trust lançou um programa de subvenções ambicioso para empresas argentinas. O objetivo é acelerar a adoção e o desenvolvimento da tecnologia blockchain no tecido empresarial argentino, através de apoio financeiro a projetos inovadores.
O financiamento do programa resulta das receitas geradas pelo lançamento do Libra token, a criptomoeda nativa do ecossistema Libra Trust. Este modelo evidencia uma abordagem sustentável, reinvestindo diretamente os lucros do projeto no desenvolvimento empresarial local e promovendo um ciclo de crescimento e adoção tecnológica.
As empresas argentinas envolvidas vão beneficiar de recursos para explorar aplicações de blockchain, lançar produtos com base em criptoativos ou modernizar a sua infraestrutura tecnológica. A iniciativa ganha relevância no contexto económico da Argentina, onde a inovação financeira e soluções digitais têm forte impacto como alternativas aos desafios convencionais.
Libra Trust afirma-se como força motriz no reforço do ecossistema cripto da região, ao disponibilizar capital e promover a adoção e credibilidade das tecnologias de ativos digitais no tecido empresarial da América Latina.
A Bolívia adotou stablecoins para combater a instabilidade económica e reforçar a inclusão financeira. Estas moedas oferecem uma solução fiável para transações, contrariando a inflação e posicionando o país como líder na adoção de ativos digitais entre mercados emergentes.
A Tether saiu do Uruguai após não conseguir obter condições energéticas mais vantajosas junto da empresa estatal UTE. Em consequência, a empresa dispensou colaboradores devido a esta alteração operacional.
As stablecoins vão ser adotadas como moeda legal no setor bancário boliviano, oferecendo proteção contra a desvalorização e a inflação tanto para cidadãos como empresas. Constituem uma opção segura para transações bancárias formais.
A integração das stablecoins na banca boliviana promove a inclusão financeira, facilita as transações internacionais e moderniza o sistema monetário, ampliando o acesso aos serviços financeiros digitais.
Stablecoins simplificam transações diárias e pagamentos internacionais, reduzem a volatilidade cambial e proporcionam estabilidade financeira em economias instáveis. São ideais para poupança, remessas e pagamentos, aumentando substancialmente a eficiência das operações financeiras.
A Bolívia distingue-se por integrar diretamente stablecoins no sistema bancário regulado, enquanto outros países latino-americanos tendem a impor restrições ou carecem de supervisão formal. Esta abordagem equilibra inovação com estabilidade financeira.
Sim, a saída da Tether do Uruguai pode influenciar outros mercados sul-americanos. O seu perfil regulatório e a conformidade com padrões norte-americanos podem servir de precedente para ações semelhantes na região. Tether permanece dominante na América Latina, mas alterações regulamentares podem desencadear mudanças alargadas.
Os principais riscos são a substituição da moeda nacional, fuga de capitais, perda de controlo monetário central e incerteza regulatória. Sem regulamentação clara e supervisão adequada, as stablecoins podem desestabilizar os sistemas financeiros locais.











