Grande avanço na Lei CLARITY dos EUA! Coinbase alcança acordo sobre stablecoin, após meses de impasse finalmente avançando

O Congresso dos Estados Unidos chegou a um acordo sobre os termos de rendimento de stablecoins, impulsionando o progresso do Projeto de Lei CLARITY. As novas regulamentações proíbem a emissão de juros semelhantes a depósitos, mas mantêm espaço para recompensas por comportamentos como pagamento e staking.

Acordo sobre os termos de rendimento de stablecoins, meses de impasse se suavizam

O processo de legislação de criptomoedas nos EUA apresentou uma mudança crucial. A Coinbase confirmou recentemente que os legisladores chegaram a um acordo sobre os termos de rendimento de stablecoins, que há muito eram objeto de disputa, abrindo caminho para o retorno do Projeto de Lei CLARITY ao Senado para nova análise.

Este acordo foi liderado pelos senadores Thom Tillis e Angela Alsobrooks, encerrando meses de disputa entre a indústria bancária e a indústria de criptomoedas. A controvérsia central era se as plataformas de criptomoedas poderiam oferecer mecanismos de retorno semelhantes a juros para os detentores de stablecoins. Os bancos argumentavam que esses produtos poderiam desviar depósitos tradicionais, afetando a estabilidade do sistema financeiro; enquanto as empresas de criptomoedas defendiam que um sistema de recompensas razoável é uma ferramenta importante para incentivar a adoção pelos usuários.

Na nova proposta de compromisso, ambos os lados fizeram concessões, reativando o processo legislativo que estava paralisado, sendo interpretado pelo mercado como um sinal importante de que a estrutura regulatória está se formando gradualmente.

Proibição de juros semelhantes a depósitos, espaço para recompensas por comportamento

De acordo com o relatório do Punchbowl News, o conteúdo do novo acordo especifica que as plataformas de stablecoin estão proibidas de oferecer qualquer tipo de rendimento que seja “equivalente a juros de depósitos bancários”. Isso significa que as plataformas de criptomoedas não poderão pagar recompensas simplesmente pelo fato do usuário manter stablecoins, para evitar competição direta com produtos tradicionais de depósito financeiro.

No entanto, o texto também permite “mecanismos de recompensa baseados em comportamento ou transações”, como pagamentos, transferências, fornecimento de liquidez, staking ou atividades de governança comunitária. Essa estrutura permite que as plataformas de criptomoedas continuem a oferecer recompensas com base em uso real, e não apenas na quantidade de ativos mantidos.

Faryar Shirzad, chefe de política da Coinbase, afirmou que, embora a versão final aumente algumas restrições, ela ainda mantém uma flexibilidade crucial, garantindo que os usuários possam receber recompensas participando ativamente na rede de criptomoedas. O texto até permite que parte das recompensas seja calculada com base no tempo de posse e na quantidade de ativos, deixando espaço para as plataformas desenvolverem seus modelos de negócio.

Fonte da imagem: X/@faryarshirzad Faryar Shirzad, chefe de política da Coinbase, afirmou que, embora a versão final aumente algumas restrições, ela ainda mantém uma flexibilidade crucial, garantindo que os usuários possam receber recompensas participando ativamente na rede de criptomoedas.

Responsabilidade regulatória ampliada, SEC e CFTC devem criar regras detalhadas

Além dos termos de rendimento, o novo acordo também exige que as agências reguladoras criem, em até um ano, regulamentações mais completas para as stablecoins, incluindo divulgação de informações, tipos de recompensas permitidas e limites de comportamento de mercado. A Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC), a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) e o Departamento do Tesouro dos EUA serão responsáveis por desenvolver essas diretrizes.

O novo texto também enfatiza que as stablecoins não podem ser promovidas como apoiadas pelo governo dos EUA ou possuir garantia de seguro de depósito, sob pena de multas civis de até 5 milhões de dólares. Além disso, o Federal Reserve e várias outras agências reguladoras financeiras deverão apresentar relatórios ao Congresso em dois anos, avaliando o impacto das stablecoins nos depósitos bancários, no mercado de títulos do governo e na estabilidade financeira.

Essas exigências indicam que a direção da legislação não se limita à inovação, mas também busca reforçar áreas cinzentas da regulação anterior, para evitar a acumulação de riscos sistêmicos.

Projeto de Lei CLARITY reinicia análise, entrada de regulamentação de criptomoedas em momento crucial

Este acordo remove os principais obstáculos ao Projeto de Lei CLARITY, prevendo-se que o Senado reconfigure o cronograma de análise na Comissão Bancária. O projeto visa estabelecer uma estrutura geral para o mercado de ativos digitais, definindo claramente as responsabilidades das agências reguladoras e aumentando a transparência do setor.

No entanto, o projeto ainda enfrenta diversos desafios políticos e de políticas públicas, incluindo conflitos de interesses entre a indústria de criptomoedas e políticos, regulamentação de finanças descentralizadas (DeFi) e medidas contra o financiamento ilícito. Alguns legisladores também estão preocupados que o rápido desenvolvimento do setor de criptomoedas possa superar o arcabouço regulatório atual, dificultando a aplicação da lei.

Analistas de mercado apontam que, se aprovado, o projeto proporcionará maior segurança de longo prazo para a indústria de criptomoedas nos EUA e poderá acelerar a adoção de stablecoins e aplicações de blockchain. Contudo, devido à complexidade dos interesses envolvidos, a versão final ainda pode sofrer ajustes, e o processo legislativo continuará sob observação.

Este conteúdo foi compilado pelo agente de criptomoedas, que reuniu informações de várias fontes, revisado e editado pelo “Crypto City”. Ainda está em fase de treinamento, podendo apresentar inconsistências lógicas ou erros de informação. O conteúdo é apenas para fins de referência, não constitui recomendação de investimento.

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