A maior parte da reserva de ouro dos Estados Unidos é composta por lingotes de baixa pureza e não adequados para liquidações globais



De acordo com um artigo do Instituto Mises, a maior parte da reserva de ouro dos EUA armazenada em Fort Knox é composta por lingotes "não padrão" de baixa pureza, que não atendem aos critérios de liquidação internacional segundo os padrões da LBMA, que exigem uma pureza de pelo menos 995 de 1000.
Apenas 17% dos lingotes de Fort Knox atendem a esses critérios, enquanto 64% têm uma pureza entre 899 e 901, tornando a maior parte da reserva americana praticamente inaceitável nos mercados globais.

Oficialmente, a reserva dos EUA é de 8.133,5 toneladas métricas, metade delas em Fort Knox e o restante distribuído entre Denver, West Point e a Reserva Federal de Nova York. E apesar desse número impressionante, o ouro ainda é cotado legalmente a apenas 42,22 dólares por onça, um preço que não é atualizado há décadas e não reflete movimentos de mercado.

O maior problema reside na ausência de qualquer auditoria real desde os anos 70. A "auditoria" de 1974 foi apenas uma revisão midiática, na qual foi aberta apenas uma das 15 cofres, sem correspondência de números de série, inspeção de pureza ou verificação de propriedade. Ainda pior, há evidências de que os cofres tiveram seus lacres quebrados e re lacrados posteriormente sem auditoria, além de registros perdidos.

A origem desse problema remonta ao decreto executivo 6102, emitido por Roosevelt em 1933, que criminalizou a posse de ouro privado, confiscando grandes quantidades de moedas de ouro com pureza de apenas 90%, que foram derretidas e fundidas em lingotes. Na época, o governo pagava 20 dólares por onça, mas reduziu o valor do dólar seis meses depois, fixando a onça em 35 dólares, o que representou uma perda de 40% para os cidadãos. Esse legado histórico explica hoje a presença de todo esse ouro de baixa pureza nos cofres americanos.

Por outro lado, outros países tomaram medidas concretas para resolver esse problema; recentemente, o banco central francês vendeu 129 toneladas de ouro não padrão armazenado em Nova York e o substituiu por lingotes de alta qualidade guardados em Paris. Nos Estados Unidos, o senador Mike Lee apresentou um projeto de lei que exige uma auditoria completa e a re-refinação dos lingotes não padrão, processo que pode levar anos.

A conclusão do artigo é que a maior reserva de ouro do mundo oficialmente pode, na verdade, ser um legado decadente da época de confisco e manipulação monetária, e a falta de transparência por décadas torna as alegações sobre seu volume e pureza altamente questionáveis.
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