Acabei de ver alguém mencionar sobre piometra uterina em um comunidade de pets, e percebi que essa doença é realmente bastante perigosa para cadelas que não foram castradas. Muitas pessoas podem não conhecer essa doença, mas se você tem uma cadela de meia-idade ou idosa que nunca foi castrada, vale a pena entender um pouco mais.



Piometra, de forma simples, é o acúmulo de bactérias e pus no útero da cadela, sendo uma infecção muito grave. Geralmente ocorre em cadelas acima de 5 anos que não foram castradas, especialmente entre 4 a 6 semanas após o cio. Por quê? Principalmente porque, durante o ciclo de cio, as mudanças hormonais fazem com que o mucosa do útero fique mais espessa, além de o colo do útero relaxar durante o cio, facilitando a entrada de Escherichia coli. Se a cadela passa por vários cio sem engravidar, o ambiente uterino fica cada vez mais propício ao crescimento bacteriano.

O ponto principal é reconhecer os sinais de piometra. Os sintomas iniciais podem ser pouco evidentes, mas os sinais comuns incluem a cadela ficar apática, perder o apetite, beber muita água e urinar com frequência, mucosas pálidas, e algumas podem apresentar secreção vaginal com sangue. Mas há um problema — algumas cadelas podem não apresentar outros sintomas além da secreção vaginal, por isso, veterinários recomendam que cadelas não castradas comecem a ser examinadas se apresentarem qualquer anormalidade.

A evolução da doença ocorre em várias fases. Primeiro, a mudança hormonal causa o espessamento do mucosa uterina. Depois, a bactéria invade e forma uma infecção, que, se não tratada, evolui para abscesso. Posteriormente, a cadela pode apresentar vômito, diarreia, distensão abdominal, dor, febre e até colapso. Em casos graves, o sistema circulatório pode falhar, o coração fica fraco, os vasos se dilatam, a pressão arterial despenca, e os órgãos podem ficar sem oxigênio e nutrientes, levando à morte.

Curiosamente, mesmo que a cadela já tenha sido castrada, se durante a cirurgia uma parte do ovário foi deixada inadvertidamente, ainda assim pode ocorrer piometra residual. Portanto, mesmo achando que sua cadela já foi castrada, se aparecerem esses sintomas, é importante informar o veterinário, pois pode ser esse o problema.

A piometra pode ser classificada em aberta ou fechada. Na aberta, há uma saída de secreção pelo colo do útero aberto, o que é relativamente menos perigoso. Na fechada, o colo do útero está fechado, impedindo a saída, o que faz com que a infecção se acumule, podendo levar à ruptura uterina e infecção generalizada, aumentando o risco de morte.

Para diagnóstico, o veterinário realiza exame físico, avalia o histórico reprodutivo da cadela, e confirma com exames de sangue, urina, raio-X abdominal e ultrassom. Detectar cedo é fundamental — se tratado rapidamente (normalmente com uma cirurgia de emergência para castração), a maioria das cadelas consegue se recuperar completamente.

O custo do tratamento varia de acordo com a região e a gravidade, podendo ficar entre 1.000 a 10.000 dólares. Inclui custos de diagnóstico (200 a 3.000 dólares), cirurgia (500 a 4.000 dólares), internação (200 a 2.000 dólares por dia), medicamentos (50 a 400 dólares) e cuidados pós-operatórios. Portanto, prevenir é muito mais econômico do que tratar.

A melhor forma de prevenção é a castração precoce. Além de evitar a piometra, ela reduz o risco de câncer de mama, e permite que a cadela viva mais tempo e com mais saúde. Se sua cadela já é de meia-idade ou idosa e ainda não foi castrada, o ideal é consultar um veterinário o quanto antes, especialmente se você notar qualquer sinal de piometra. Não é uma questão pequena — detectar cedo e tratar pode salvar a vida.
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