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O que é TVL? Por que os ativos reais na blockchain precisam ser especializados em taxas para terem valor
No campo de blockchain e ativos reais (RWA), um equívoco comum está a espalhar-se: ter dados de atividade elevados = ativos de valor. No entanto, a realidade é completamente diferente. Mike Cagney, CEO da empresa de serviços financeiros Figure, destacou uma questão fundamental: o interesse crescente por RWA será inútil se não gerar rendimentos para os detentores de tokens. Esta diferença não é apenas um detalhe técnico — ela determina se a blockchain pública realmente revoluciona as finanças ou se é apenas uma ferramenta de cópia do sistema antigo.
Cagney partilhou estes comentários recentemente numa discussão pública, onde reescreveu mal-entendidos básicos sobre como medir o sucesso no Web3. Ele apontou que indicadores como o valor total bloqueado (TVL) só fazem sentido se gerarem taxas que beneficiem a comunidade de tokens. Em outras palavras, o que é o TVL se não gerar fluxo de caixa para os participantes do sistema?
Diferenciar atividade de valor real — O segredo do RWA
O mercado costuma confundir “alto nível de atividade” com “criação de valor real”. Quando grandes empresas financeiras como Visa, Nasdaq, JPMorgan e DTCC começam a explorar blockchain, muitos veem isso como um sinal de adoção e sucesso das criptomoedas. Mas Cagney afirma que essa visão perde o ponto principal: como o valor real é criado na blockchain pública.
Os RWA atraem atenção porque corporações financeiras globais estão a explorar a tecnologia, mas isso não significa que a rede blockchain vá beneficiar. É como dizer que os carros elétricos vendem bem porque fabricantes tradicionais estão a pesquisar esse tipo de veículo — mas se eles ganham pouco com os carros elétricos, essa “adoção” não tem significado para os detentores de tokens na rede.
De onde vem o valor do token — Três fatores decisivos
Segundo Cagney, o valor do token é construído a partir de três fontes diferentes:
Rendimento (Yield) — São as taxas de rede e outros fluxos de caixa. Quando os utilizadores fazem transações, uma parte das taxas é paga aos detentores de tokens.
Utilidade (Utility) — Os benefícios reais que o token oferece, como redução de taxas ou acesso melhor a produtos financeiros.
Governança (Governance) — O grau em que os detentores de tokens podem influenciar regras e resultados da rede.
O mais importante: o TVL só faz sentido se aumentar as taxas pagas aos detentores. Se uma blockchain tiver um TVL elevado, mas taxas de rede muito baixas ou inexistentes, esse indicador é inútil. É apenas um número — não uma motivação económica real.
Conflito estrutural — Por que as finanças tradicionais não podem realmente apoiar a blockchain
Aqui reside o grande problema: se a blockchain pública foi projetada para eliminar intermediários financeiros, tornando empresas como Visa e DTCC desnecessárias, por que essas empresas apoiariam essas redes?
A resposta é simples: não apoiariam. Se a blockchain realmente enfraquecer o modelo de negócio deles, não têm motivo para pagar altas taxas por um sistema que os ameaça. Tomemos a Visa como exemplo: ela possui grande parte da sua infraestrutura. Assim, mantém custos baixos e quase não tem incentivo para pagar mais por uma blockchain pública. Sem taxas significativas, os detentores de tokens receberão pouco valor — independentemente de quanta atividade haja na rede.
De forma semelhante, as finanças tradicionais existem para atuar como intermediários nas transações. A blockchain pública foi criada para quebrar esse papel. O valor real da blockchain não vem de apoiar esses intermediários, mas de torná-los desnecessários. Apenas transferir parte da infraestrutura para on-chain não gera impacto económico semelhante a substituir completamente os intermediários tradicionais por finanças descentralizadas.
Stablecoins e o futuro dos pagamentos — Diferenças em relação aos cartões de crédito
A discussão também aborda aplicações práticas: stablecoins e pagamentos ao consumidor. Cagney aponta que stablecoins, combinadas com carteiras biométricas e cálculos multi-partes, podem reduzir significativamente fraudes ao eliminar cartões de crédito e dados de identificação centralizados.
Quando esses pontos fracos forem eliminados, as fraudes comuns em pagamentos diminuirão. Algumas pessoas expressaram preocupação com transações irreversíveis, violações de carteiras e proteção do consumidor. Mas Cagney comenta que pagamentos com stablecoins funcionam como dinheiro digital — liquidados imediatamente, sem reembolso.
Com menor risco de fraude, os sistemas blockchain não precisam de soluções complexas de combate à fraude, como as redes de cartões de crédito. Além disso, os vendedores podem recompensar diretamente os utilizadores, beneficiando-se de pagamentos mais rápidos e taxas mais baixas.
Lições do Provenance — Blockchain deve gerar taxas, não apenas aumentar o TVL
Cagney cita o blockchain Provenance e o token HASH como exemplo de um modelo correto. Ao contrário da maioria dos projetos RWA que focam apenas em aumentar o TVL, Provenance tem uma estratégia clara: gerar taxas, não apenas emitir tokens.
Isto significa que:
Esta é a diferença entre um projeto sustentável e um baseado em hype. O que é o TVL se não criar taxas para os detentores de tokens? Provenance responde a essa questão ao desenhar um sistema que gera fluxo de caixa real.
Conclusão — Blockchain deve substituir, não apenas complementar
A discussão final reforça uma questão mais ampla: o avanço do blockchain não depende apenas de o sistema financeiro tradicional participar, mas de construir redes que substituam completamente os intermediários antigos.
O equívoco sobre TVL e valor do token é a raiz do fracasso de muitos projetos RWA. Quando uma blockchain não gera taxas relevantes para os detentores de tokens, toda a atividade na rede é apenas um número no papel. Blockchain só é verdadeiramente revolucionária quando substitui o sistema antigo, não quando o complementa. Essa é a lição que todos os projetos RWA devem ter em mente.