Mercados de soja sob pressão: fraqueza nas exportações encontra ventos contrários geopolíticos

Futuros de soja enfrentam uma sessão desafiadora, com o mercado digerindo uma mistura de dados de exportação pessimistas e desenvolvimentos geopolíticos que complicam a perspectiva de curto prazo. Segundo a análise de commodities do Barchart, a fraqueza generalizada reflete preocupação com o desaceleramento do ritmo de exportação, apesar de negociações estratégicas de tarifas que poderiam, eventualmente, apoiar a demanda agrícola. A retração representa a luta do mercado para equilibrar preocupações de excesso de oferta com oportunidades comerciais de longo prazo que estão remodelando o cenário agrícola global.

Rastro semanal de embarques de exportação acompanha ritmo ano a ano

O Serviço de Inspeção Federal de Grãos do USDA registrou embarques de soja de 1,31 milhão de toneladas métricas (48,15 milhões de bushels) na última semana de relatório, refletindo uma ligeira queda de 1,9% em relação à semana anterior, mas ainda demonstrando resiliência com um aumento de 14,9% em comparação ao mesmo período do ano passado. No entanto, a tendência preocupante surge ao analisar os números do ano de comercialização 2025/26, que revelam exportações totais de 21,99 milhões de toneladas métricas (808 milhões de bushels) desde 1º de setembro — colocando a temporada quase 36% abaixo do período comparável do ano anterior.

A China permanece como o principal comprador, com 740.004 toneladas métricas de embarques recentes, seguida pelo México com 137.596 toneladas métricas e pelo Egito com 121.059 toneladas métricas. Essa diversificação geográfica é fundamental, pois os exportadores de soja navegam por um cenário comercial em evolução, onde a concentração de compradores cria tanto oportunidades quanto vulnerabilidades para os produtores dos EUA.

Mudanças geopolíticas nas tarifas sinalizam potencial de alta para produtos agrícolas dos EUA

Um desenvolvimento com implicações potencialmente significativas surgiu quando o presidente Trump anunciou reduções tarifárias na Índia, reduzindo a taxa de 25% para 18% em troca do compromisso da Índia de comprar mais de US$ 500 bilhões em energia, tecnologia, produtos agrícolas, carvão e outros produtos dos EUA. Este acordo tem peso considerável para os mercados de soja, especialmente considerando a posição histórica da Índia como um dos cinco principais compradores de óleo de soja dos EUA e seu status de principal comprador ao longo de 2025.

A quebra na tarifa sugere que as tensões comerciais — que pressionaram as commodities agrícolas globalmente — podem estar entrando em uma fase de transição. Caso esses compromissos se concretizem, a demanda renovada da Índia poderia oferecer suporte relevante aos preços do complexo de soja, que têm sido pressionados pelo pessimismo de exportação e preocupação com o aumento das ofertas.

Fundos especulativos aumentam posições longas em meio à incerteza do mercado

Dados de Compromisso de Traders da CFTC revelaram que fundos especulativos adicionaram 7.261 contratos às suas posições líquidas longas em futuros e opções de soja, elevando seu total líquido longo para 17.321 contratos no final de janeiro. Esse aumento na posição sugere que traders maiores permanecem de forma construtiva, apesar da fraqueza atual dos preços, potencialmente preparando o mercado para suporte caso o sentimento melhore.

A divulgação dos dados de esmagamento — prevista para indicar aproximadamente 230,4 milhões de bushels de soja processados em dezembro — fornecerá uma nova visão sobre a força da demanda doméstica e pode oferecer clareza direcional para as negociações próximas de soja.

Incerteza na oferta brasileira sustenta dinâmicas globais

Relatórios de progresso da safra da AgRural mostram que a colheita de soja brasileira está aproximadamente 10% concluída na última avaliação, com vários prognósticos ajustando suas estimativas de produção. A StoneX aumentou sua previsão de safra de soja brasileira para 181,6 milhões de toneladas métricas, uma revisão para cima de 4 milhões de toneladas, enquanto a Celeres estima 181,3 milhões de toneladas após um ajuste de 4,1 milhões de toneladas.

Essas projeções de oferta têm importância significativa para a precificação global da soja, pois a produção brasileira influencia diretamente a disponibilidade mundial e, por sua vez, afeta a competição de exportação enfrentada pelos produtores dos EUA. Colheitas maiores do que o esperado podem frear qualquer recuperação de preço impulsionada por melhorias no cenário comercial, enquanto déficits de produção podem oferecer suporte inesperado.

A interação entre a fraqueza nas exportações de curto prazo, os desenvolvimentos geopolíticos favoráveis às tarifas e a incerteza na oferta brasileira cria um ambiente complexo, onde os mercados de soja precisam ponderar múltiplas narrativas concorrentes antes de estabelecer uma direção clara.

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