Ações parecem simples — comprar e manter para receber dividendos, mas os verdadeiros mestres do trading sabem aproveitar as oscilações do mercado para lucrar. Seja na subida ou na descida do preço das ações, desde que você domine as ferramentas de financiamento e venda a descoberto, poderá encontrar oportunidades de ganhar dinheiro em diferentes ambientes de mercado. Mas o pré-requisito é compreender plenamente os riscos por trás dessas ferramentas.
O que é o financiamento? Usar dinheiro emprestado para ampliar o efeito do investimento
Simplificando, financiamento é emprestar dinheiro ao corretor para comprar ações. Você investe uma parte do capital, o corretor fornece a outra, e as ações adquiridas servem como garantia. Esse mecanismo é semelhante a um empréstimo hipotecário — o banco empresta porque a casa é uma garantia tangível; o corretor também empresta porque as ações são garantias de liquidez.
A vantagem central do financiamento é usar pouco para ganhar muito. Suponha que você esteja otimista com uma ação, mas tem capital limitado. Com financiamento, basta pagar uma parte do valor para participar totalmente da alta ou baixa da ação. Por exemplo, se você tem 40 unidades monetárias e a ação está a 100, o financiamento permite comprar. Quando a ação sobe para 150, seu retorno será muito maior do que o de um investidor que comprou à vista.
Exemplo prático: Xiao Zhang acredita na Apple, cujo preço inicial é 100. Ele tem apenas 40 unidades monetárias em caixa, então faz um financiamento para comprar, com o corretor emprestando 60. Dias depois, a Apple, por causa de uma pré-venda de novos produtos, sobe para 150. Ele vende com lucro (após descontar juros, cerca de 90). Com uma alta de 50%, seu retorno chega a aproximadamente 125% — essa é a amplificação do financiamento.
Financiamento não é gratuito — cálculo de juros e custos
Como você está pegando dinheiro emprestado ao corretor, deve pagar juros. A taxa de juros anual do financiamento na bolsa de Taiwan geralmente fica entre 4,5% e 6,65%, com juros calculados por dia.
A fórmula de cálculo é simples:
Juros do financiamento = Valor financiado × Taxa anual × Dias de empréstimo ÷ 365
Suponha que você financie 1,2 milhão de unidades monetárias para comprar ações a 2000, investindo 800 mil de seu próprio capital. Com uma taxa de 6,65% ao ano, em 20 dias, o juros do financiamento será aproximadamente 4372 unidades monetárias. Isso significa que, mesmo que a ação não caia, você está sendo consumido pelos juros diariamente, reduzindo seu lucro potencial.
Por isso, o financiamento para compra de ações geralmente não é indicado para manter por longos períodos. Ele é projetado para uso em situações onde você acredita que uma ação terá uma notícia favorável em breve — uma estratégia de curto prazo, não uma estratégia de buy-and-hold.
A faca de dois gumes do financiamento: oportunidades e riscos coexistem
Lado positivo: aumento da flexibilidade nas negociações
Com uma parte do capital, você consegue participar do movimento das ações, deixando seu caixa mais flexível. Se você identificar 2 a 3 oportunidades de investimento, o financiamento permite diversificar ao mesmo tempo; se uma ação que você acredita continuar caindo, mas você tem confiança, pode aumentar posições aos poucos para reduzir o custo médio. Essa flexibilidade não existe na compra integral com dinheiro à vista.
Risco um: risco de liquidação
Este é o risco mais fatal do financiamento. Quando o preço da ação cai, o corretor estabelece uma “taxa de manutenção” (ou seja, a proporção do valor da garantia em relação ao empréstimo). Se a queda fizer essa taxa cair abaixo do limite, o corretor exigirá que você deposite mais garantia, caso contrário, forçará a liquidação — conhecido como “stop loss forçado”.
Cenário específico: Xiao Wang financiou a compra de uma ação a 500, investindo 200 mil, e o corretor emprestou 300 mil. Na época, a taxa de manutenção era de 166,7%. Mas, devido a eventos como a guerra Rússia-Ucrânia ou aumento de juros, a ação caiu para 380, e a taxa de manutenção caiu para 126,7%. O corretor imediatamente notificou para que você deposite mais garantia, caso contrário, venderá suas ações no dia seguinte.
Existem duas formas de atender à chamada de garantia:
Depositar para elevar a taxa de manutenção acima de 130%, o que evita a venda imediata, mas se a ação continuar caindo abaixo de 130%, será novamente solicitado aporte de garantia.
Depositar para retornar à taxa de manutenção original de 166,7% ou mais, voltando à condição inicial.
Risco dois: juros corroem o retorno
Se você comprar ações financiadas e elas ficarem em sideways (sem subir nem descer muito), com uma taxa de dividendos de cerca de 4~5%, os juros de 4,5~6,65% irão consumir o rendimento de dividendos, tornando-se uma perda líquida. Por isso, financiamento não é adequado para estratégias de compra e manutenção.
Como evitar de forma inteligente os riscos do financiamento
Primeiro passo: monitorar de perto a variação da taxa de manutenção
Após usar financiamento, é fundamental acompanhar as oscilações do preço da ação e a taxa de manutenção. Em períodos de alta volatilidade, reserve uma quantia de caixa para emergências, evitando ficar sem opções na hora de atender à chamada de garantia.
Segundo passo: escolher com precisão os ativos e o momento
Financiamento serve para amplificar ganhos, mas também amplifica perdas. Opte por ações com alta liquidez e grande capitalização, evitando small caps com oscilações extremas que podem levar à liquidação antes de uma recuperação. O momento ideal é antes de uma grande notícia positiva, quando o preço ainda não entrou na fase de alta forte.
Terceiro passo: estabelecer regras disciplinares de stop loss e take profit
Use análise técnica para identificar suportes e resistências. Se o preço romper o suporte, pare de perder. Se atingir a resistência e não conseguir ultrapassá-la, realize o lucro. Pague juros diariamente, e sem disciplina, você só perderá dinheiro sem perceber.
O que é a venda a descoberto? Ferramenta de lucro na direção contrária
Se o financiamento é “emprestar dinheiro ao corretor para comprar ações”, a venda a descoberto é “emprestar ações ao corretor para vendê-las”. Quando você acredita que uma ação está supervalorizada e vai cair, pode vender primeiro, pegar as ações emprestadas, vender a preço alto, e depois recomprar a um preço mais baixo, devolvendo ao corretor. A diferença de preço é seu lucro.
A venda a descoberto também exige garantia, geralmente de 90% do valor da ação em dinheiro.
Três pontos importantes na venda a descoberto
1. Prazo de uso da venda a descoberto
Antes de dividendos ou assembleias, a venda a descoberto é forçada a ser recomprada. Você deve acompanhar a “data limite de recompra” para garantir tempo suficiente para obter lucro ou limitar perdas.
2. Risco de manutenção semelhante ao financiamento
A venda a descoberto lucra com a queda do preço, mas se a ação subir inesperadamente, você pode ter prejuízo. Quando a taxa de manutenção fica baixa, o corretor também pode recomprar à força e cobrar garantias adicionais.
3. Risco de “gato por lebre”
Este risco é exclusivo da venda a descoberto. Alguns investidores podem manipular ações com alta proporção de venda a descoberto, forçando os vendedores a liquidar posições em alta. Antes de usar essa estratégia, verifique o saldo de venda a descoberto da ação para avaliar o risco de “gato por lebre”.
Resumo das estratégias de investimento com financiamento e venda a descoberto
O sucesso no uso do financiamento depende de:
Encontrar o momento adequado: antes de grandes notícias positivas, não após a alta já consolidada
Selecionar ativos de qualidade: ações de grande capitalização e alta liquidez, para garantir saída fácil quando necessário
Diversificar por etapas: dividir o capital financiado em várias entradas, participando de altas e baixas, com espaço para aumentar posições em quedas
Estabelecer limites claros de stop loss e take profit: com base em análise técnica ou limites de risco, e agir imediatamente ao serem atingidos
Conclusão
A essência do investimento está na compreensão dos fundamentos do ativo e do cenário macroeconômico, combinada com análise técnica para identificar tendências, e na escolha das ferramentas adequadas para lucrar. Financiamento e venda a descoberto, embora apresentem riscos consideráveis, podem ser armas poderosas se entendidos seus mecanismos, respeitando o mercado e com disciplina rigorosa. Os verdadeiros mestres não só lucram em mercados de alta, mas também encontram oportunidades em quedas. Dominar essas ferramentas é fundamental para navegar com sucesso nas ondas do mercado de ações.
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Compreender o que são financiamento e empréstimo de ações é essencial para ampliar os lucros no mercado de ações!
Ações parecem simples — comprar e manter para receber dividendos, mas os verdadeiros mestres do trading sabem aproveitar as oscilações do mercado para lucrar. Seja na subida ou na descida do preço das ações, desde que você domine as ferramentas de financiamento e venda a descoberto, poderá encontrar oportunidades de ganhar dinheiro em diferentes ambientes de mercado. Mas o pré-requisito é compreender plenamente os riscos por trás dessas ferramentas.
O que é o financiamento? Usar dinheiro emprestado para ampliar o efeito do investimento
Simplificando, financiamento é emprestar dinheiro ao corretor para comprar ações. Você investe uma parte do capital, o corretor fornece a outra, e as ações adquiridas servem como garantia. Esse mecanismo é semelhante a um empréstimo hipotecário — o banco empresta porque a casa é uma garantia tangível; o corretor também empresta porque as ações são garantias de liquidez.
A vantagem central do financiamento é usar pouco para ganhar muito. Suponha que você esteja otimista com uma ação, mas tem capital limitado. Com financiamento, basta pagar uma parte do valor para participar totalmente da alta ou baixa da ação. Por exemplo, se você tem 40 unidades monetárias e a ação está a 100, o financiamento permite comprar. Quando a ação sobe para 150, seu retorno será muito maior do que o de um investidor que comprou à vista.
Exemplo prático: Xiao Zhang acredita na Apple, cujo preço inicial é 100. Ele tem apenas 40 unidades monetárias em caixa, então faz um financiamento para comprar, com o corretor emprestando 60. Dias depois, a Apple, por causa de uma pré-venda de novos produtos, sobe para 150. Ele vende com lucro (após descontar juros, cerca de 90). Com uma alta de 50%, seu retorno chega a aproximadamente 125% — essa é a amplificação do financiamento.
Financiamento não é gratuito — cálculo de juros e custos
Como você está pegando dinheiro emprestado ao corretor, deve pagar juros. A taxa de juros anual do financiamento na bolsa de Taiwan geralmente fica entre 4,5% e 6,65%, com juros calculados por dia.
A fórmula de cálculo é simples: Juros do financiamento = Valor financiado × Taxa anual × Dias de empréstimo ÷ 365
Suponha que você financie 1,2 milhão de unidades monetárias para comprar ações a 2000, investindo 800 mil de seu próprio capital. Com uma taxa de 6,65% ao ano, em 20 dias, o juros do financiamento será aproximadamente 4372 unidades monetárias. Isso significa que, mesmo que a ação não caia, você está sendo consumido pelos juros diariamente, reduzindo seu lucro potencial.
Por isso, o financiamento para compra de ações geralmente não é indicado para manter por longos períodos. Ele é projetado para uso em situações onde você acredita que uma ação terá uma notícia favorável em breve — uma estratégia de curto prazo, não uma estratégia de buy-and-hold.
A faca de dois gumes do financiamento: oportunidades e riscos coexistem
Lado positivo: aumento da flexibilidade nas negociações
Com uma parte do capital, você consegue participar do movimento das ações, deixando seu caixa mais flexível. Se você identificar 2 a 3 oportunidades de investimento, o financiamento permite diversificar ao mesmo tempo; se uma ação que você acredita continuar caindo, mas você tem confiança, pode aumentar posições aos poucos para reduzir o custo médio. Essa flexibilidade não existe na compra integral com dinheiro à vista.
Risco um: risco de liquidação
Este é o risco mais fatal do financiamento. Quando o preço da ação cai, o corretor estabelece uma “taxa de manutenção” (ou seja, a proporção do valor da garantia em relação ao empréstimo). Se a queda fizer essa taxa cair abaixo do limite, o corretor exigirá que você deposite mais garantia, caso contrário, forçará a liquidação — conhecido como “stop loss forçado”.
Cenário específico: Xiao Wang financiou a compra de uma ação a 500, investindo 200 mil, e o corretor emprestou 300 mil. Na época, a taxa de manutenção era de 166,7%. Mas, devido a eventos como a guerra Rússia-Ucrânia ou aumento de juros, a ação caiu para 380, e a taxa de manutenção caiu para 126,7%. O corretor imediatamente notificou para que você deposite mais garantia, caso contrário, venderá suas ações no dia seguinte.
Existem duas formas de atender à chamada de garantia:
Risco dois: juros corroem o retorno
Se você comprar ações financiadas e elas ficarem em sideways (sem subir nem descer muito), com uma taxa de dividendos de cerca de 4~5%, os juros de 4,5~6,65% irão consumir o rendimento de dividendos, tornando-se uma perda líquida. Por isso, financiamento não é adequado para estratégias de compra e manutenção.
Como evitar de forma inteligente os riscos do financiamento
Primeiro passo: monitorar de perto a variação da taxa de manutenção
Após usar financiamento, é fundamental acompanhar as oscilações do preço da ação e a taxa de manutenção. Em períodos de alta volatilidade, reserve uma quantia de caixa para emergências, evitando ficar sem opções na hora de atender à chamada de garantia.
Segundo passo: escolher com precisão os ativos e o momento
Financiamento serve para amplificar ganhos, mas também amplifica perdas. Opte por ações com alta liquidez e grande capitalização, evitando small caps com oscilações extremas que podem levar à liquidação antes de uma recuperação. O momento ideal é antes de uma grande notícia positiva, quando o preço ainda não entrou na fase de alta forte.
Terceiro passo: estabelecer regras disciplinares de stop loss e take profit
Use análise técnica para identificar suportes e resistências. Se o preço romper o suporte, pare de perder. Se atingir a resistência e não conseguir ultrapassá-la, realize o lucro. Pague juros diariamente, e sem disciplina, você só perderá dinheiro sem perceber.
O que é a venda a descoberto? Ferramenta de lucro na direção contrária
Se o financiamento é “emprestar dinheiro ao corretor para comprar ações”, a venda a descoberto é “emprestar ações ao corretor para vendê-las”. Quando você acredita que uma ação está supervalorizada e vai cair, pode vender primeiro, pegar as ações emprestadas, vender a preço alto, e depois recomprar a um preço mais baixo, devolvendo ao corretor. A diferença de preço é seu lucro.
A venda a descoberto também exige garantia, geralmente de 90% do valor da ação em dinheiro.
Três pontos importantes na venda a descoberto
1. Prazo de uso da venda a descoberto
Antes de dividendos ou assembleias, a venda a descoberto é forçada a ser recomprada. Você deve acompanhar a “data limite de recompra” para garantir tempo suficiente para obter lucro ou limitar perdas.
2. Risco de manutenção semelhante ao financiamento
A venda a descoberto lucra com a queda do preço, mas se a ação subir inesperadamente, você pode ter prejuízo. Quando a taxa de manutenção fica baixa, o corretor também pode recomprar à força e cobrar garantias adicionais.
3. Risco de “gato por lebre”
Este risco é exclusivo da venda a descoberto. Alguns investidores podem manipular ações com alta proporção de venda a descoberto, forçando os vendedores a liquidar posições em alta. Antes de usar essa estratégia, verifique o saldo de venda a descoberto da ação para avaliar o risco de “gato por lebre”.
Resumo das estratégias de investimento com financiamento e venda a descoberto
O sucesso no uso do financiamento depende de:
Conclusão
A essência do investimento está na compreensão dos fundamentos do ativo e do cenário macroeconômico, combinada com análise técnica para identificar tendências, e na escolha das ferramentas adequadas para lucrar. Financiamento e venda a descoberto, embora apresentem riscos consideráveis, podem ser armas poderosas se entendidos seus mecanismos, respeitando o mercado e com disciplina rigorosa. Os verdadeiros mestres não só lucram em mercados de alta, mas também encontram oportunidades em quedas. Dominar essas ferramentas é fundamental para navegar com sucesso nas ondas do mercado de ações.