O ouro ultrapassou a barreira de 4500 dólares, as instituições estão otimistas em desafiar a grande marca de 5000 dólares

O mercado financeiro global está a assistir a uma corrida épica por ativos de proteção. O ouro à vista ultrapassou pela primeira vez os 4.500 dólares por onça, enquanto a prata disparou acima de 72 dólares, ambos a estabelecer novos recordes históricos. Em moeda australiana, o ouro aproxima-se dos 5000 AUD, refletindo a forte procura global por ativos de proteção. Esta onda de valorização dos metais preciosos não só varreu os mercados mundiais, como também acendeu o entusiasmo dos investidores em Taiwan, com o volume e a escala de ETFs relacionados a aumentar em paralelo.

Ouro e prata a decolarem, impulsionados por oferta e procura

Desde o início do ano, o ouro já valorizou mais de 70%, enquanto a prata quase atingiu um aumento de 150%, com potencial para alcançar o maior crescimento anual de sempre. Esta tendência não é casual, havendo múltiplos fatores a impulsionar:

Aumento do sentimento de proteção: O conflito entre Ucrânia e Rússia, juntamente com a persistente tensão geopolítica, reforçam a procura por ativos de proteção. Os bancos centrais de vários países também aumentaram as reservas de ouro, sustentando o preço a longo prazo.

Mudança na política monetária: O mercado prevê que o Federal Reserve começará um ciclo de redução de taxas no próximo ano, após uma clara desaceleração do mercado de trabalho nos EUA, beneficiando ativos não denominados em dólares. Em um ambiente de redução de juros, o ouro, que não paga juros, torna-se mais atrativo.

Expansão da procura industrial por prata: Além do seu tradicional papel de proteção, a prata tem uma procura crescente devido à sua utilização em chips de IA, painéis solares e outras indústrias de alta tecnologia. A oferta de prata global tem estado apertada há cinco anos consecutivos, com o desequilíbrio entre oferta e procura a sustentar a subida dos preços.

Investidores estrangeiros aplaudem, objetivo de 5000 dólares torna-se consenso

Gigantes financeiros internacionais como Goldman Sachs, JPMorgan e Deutsche Bank têm aumentado as previsões para o preço do ouro, considerando 2025 como o ano-chave para ultrapassar a barreira dos 5000 dólares. JPMorgan foi ainda mais audaz, estimando um preço-alvo de 5.055 dólares, com potencial para atingir 5.400 dólares em 2027.

Ray Dalio, fundador do Bridgewater Associates, e o conhecido gestor de fundos de hedge Ken Griffin também declararam recentemente que, face à crescente incerteza económica e política global, o ouro pode preservar melhor o valor do que o dólar, recomendando aos investidores que incluam uma proporção de ouro na sua alocação de ativos como proteção.

Ligação com os mercados asiáticos, ETFs de metais preciosos em destaque em Taiwan

Esta tendência de alta estende-se também às bolsas asiáticas. O índice MSCI Ásia-Pacífico (excluindo o Japão) registou um aumento acumulado de 26% este ano, a melhor performance desde 2017; o índice Nikkei do Japão e o KOSPI da Coreia do Sul subiram 26% e 72%, respetivamente.

No mercado de Taiwan, os ETFs relacionados com ouro e prata tornaram-se foco de atenção dos investidores. Os ETFs futuros YuanDa S&P Gold (00635U) e YuanDa Dadao Silver (00738U), com os preços internacionais do ouro e prata a atingirem máximos históricos, viram o seu valor líquido e escala a subir em paralelo, com o número de investidores a duplicar, refletindo a forte procura local por alocações em metais preciosos.

Estratégia prática: como aproveitar esta onda de metais preciosos

Segundo análises de especialistas, a maioria dos investidores taiwaneses ainda tem uma alocação excessiva em ações, com uma proporção relativamente baixa em ouro e prata. Com a fraqueza do dólar e o início de um ciclo global de redução de juros, além de riscos geopolíticos ainda presentes, o valor de proteção do ouro já supera o de títulos tradicionais. Recomenda-se aos investidores adotarem uma estratégia de três níveis:

Alocação faseada: investir periodicamente em ETFs de ouro, diversificando os momentos de entrada e participando a longo prazo na tendência de subida do ouro.

Proporção na carteira: alocar entre 5–10% do portefólio em ativos relacionados com ouro, para mitigar a volatilidade do mercado e aumentar a estabilidade da carteira.

Foco na prata: a prata combina atributos de proteção e industriais, com uma procura contínua por setores emergentes como IA e energias verdes, sendo uma oportunidade de desenvolvimento a acompanhar.

Perspetivas para 2025: o ouro a remodelar a alocação de ativos

O ouro deixou de ser apenas uma ferramenta de proteção tradicional, tornando-se um ativo de preservação de valor procurado por bancos centrais, instituições e investidores particulares. Com a quebra de recordes históricos em análise técnica, fundamentos sólidos e revisões ascendentes de objetivos por parte de investidores estrangeiros, a tendência de alta de longo prazo do preço do ouro está consolidada. Além de acompanhar o mercado internacional, os investidores em Taiwan podem considerar alocar parte do seu capital em ouro e prata, não só para participar na valorização global, mas também para reforçar a sua “barreira de proteção contra riscos”.

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