Fonte: ETHNews
Título Original: O Mercado de Cripto do Brasil Aumenta à Medida que as Stablecoins Capturam Até 90% de Todas as Transações
Link Original: https://www.ethnews.com/brazils-crypto-market-surges-as-stablecoins-capture-up-to-90-of-all-transactions/
O ecossistema de criptomoedas do Brasil está passando por uma grande mudança, à medida que stablecoins como USDT e USDC dominam cada vez mais a atividade de ativos digitais do país. Novos dados da autoridade fiscal do Brasil, combinados com análises recentes de mercado, mostram que as stablecoins representaram até 90% do volume total de transações de criptomoedas em certos meses de 2025, destacando seu papel central em pagamentos, remessas e proteção de capital.
As Stablecoins Agora são a Coluna Vertebral da Atividade Cripto no Brasil
A adoção de criptomoedas no Brasil continua a acelerar. Apenas no primeiro semestre de 2025, o volume total de transações alcançou 227 bilhões de reais ( cerca de $42.8 bilhões ) marcando um aumento de 20% em relação ao ano anterior. No entanto, o que realmente se destaca é o quão dominantes se tornaram as stablecoins dentro desse crescimento.
Durante este período, o USDT da Tether representou quase dois terços de todas as transações de criptomoedas, ofuscando a atividade em outros ativos digitais. O Bitcoin, apesar da sua proeminência global, representou apenas cerca de 11% do volume. Os analistas atribuem esta tendência a necessidades financeiras práticas, em vez de comércio especulativo.
Os brasileiros estão a usar stablecoins para tudo, desde pagamentos e transferências transfronteiriças até à proteção contra a inflação e a volatilidade da moeda, especialmente durante períodos de incerteza macroeconómica. Para muitas empresas e lares, as stablecoins oferecem uma transferência de valor mais rápida, mais barata e mais previsível em comparação com os métodos tradicionais.
Novas Regulamentações Redefinem o Quadro para o Uso de Stablecoins
Em novembro de 2025, o banco central do Brasil introduziu novos padrões regulatórios com o objetivo de trazer o setor de criptomoedas em rápido crescimento do país sob uma supervisão mais clara. As regras, que entraram em vigor em fevereiro de 2025, colocaram formalmente as transações de criptomoedas sob o sistema de câmbio do Brasil.
Sob este quadro, a compra, venda e troca de stablecoins são agora tratadas como operações standard de câmbio. A mudança gerou um intenso debate entre os responsáveis políticos e os players da indústria, especialmente no que diz respeito à tributação.
O Brasil perde, segundo relatos, mais de $30 bilhões por ano em importações e transferências relacionadas a criptomoedas que não são tributadas. Os reguladores argumentam que classificar o movimento de stablecoins como câmbio externo abre a porta para uma supervisão mais rigorosa e potencialmente novas obrigações fiscais. No entanto, grupos da indústria alertam que a superregulamentação pode sufocar a inovação e deslocar a atividade para o exterior.
O Brasil continua a ser um dos mercados de criptomoedas mais avançados da região
Apesar do ambiente regulatório apertado, o Brasil destaca-se como um dos mercados mais sofisticados e amigáveis ao crypto da América Latina. Bancos tradicionais, instituições de pagamento e neobancos continuam a expandir suas ofertas de crypto, e o envolvimento institucional tem crescido de forma constante ao longo de 2025.
A ascensão das stablecoins reflete essa maturidade. Em vez de depender exclusivamente de ativos especulativos, os usuários brasileiros estão adotando dólares digitais como ferramentas financeiras funcionais, profundamente integradas ao comércio e às transações diárias.
À medida que o cenário regulatório evolui, o próximo ano testará como o Brasil equilibra inovação com supervisão, e se as stablecoins manterão seu domínio avassalador em uma das economias de criptomoedas mais ativas do mundo.
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GateUser-c802f0e8
· 2025-12-03 05:48
A quota das stablecoins no Brasil chega aos 90%? Isto deve-se ao receio da volatilidade ou será que simplesmente ninguém quer outras moedas?
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OnlyUpOnly
· 2025-12-02 20:43
moeda estável ocupa 90%? Os brasileiros realmente têm medo da Flutuação, essa lógica eu consigo entender.
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GasFeeCryer
· 2025-12-01 02:50
moeda estável ocupa 90%? Isso é uma realidade no Brasil, já não se brinca mais com aquelas Flutuação.
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FloorPriceWatcher
· 2025-12-01 02:49
moeda estável 90% de participação nas transações? O Brasil realmente vai usar USDT para substituir o real, huh?
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OnchainDetective
· 2025-12-01 02:48
90% da participação das moedas estáveis... Interessante, de acordo com os dados na cadeia, a lógica do fluxo de fundos por trás disso merece ser refletida.
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LayerZeroHero
· 2025-12-01 02:47
A moeda estável no Brasil representa 90%? Quantas pessoas estão a evitar a desvalorização da moeda...
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SudoRm-RfWallet/
· 2025-12-01 02:44
A alta proporção de moeda estável mostra que as pessoas ainda têm medo da Flutuação, na verdade, não há muitos verdadeiros crentes.
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MetaverseLandlord
· 2025-12-01 02:23
Hã? A moeda estável representa 90%? O que se passa, todos têm medo da flutuação?
O Mercado Cripto do Brasil Dispara à Medida que as Stablecoins Capturam Até 90% de Todas as Transações
Fonte: ETHNews Título Original: O Mercado de Cripto do Brasil Aumenta à Medida que as Stablecoins Capturam Até 90% de Todas as Transações Link Original: https://www.ethnews.com/brazils-crypto-market-surges-as-stablecoins-capture-up-to-90-of-all-transactions/ O ecossistema de criptomoedas do Brasil está passando por uma grande mudança, à medida que stablecoins como USDT e USDC dominam cada vez mais a atividade de ativos digitais do país. Novos dados da autoridade fiscal do Brasil, combinados com análises recentes de mercado, mostram que as stablecoins representaram até 90% do volume total de transações de criptomoedas em certos meses de 2025, destacando seu papel central em pagamentos, remessas e proteção de capital.
As Stablecoins Agora são a Coluna Vertebral da Atividade Cripto no Brasil
A adoção de criptomoedas no Brasil continua a acelerar. Apenas no primeiro semestre de 2025, o volume total de transações alcançou 227 bilhões de reais ( cerca de $42.8 bilhões ) marcando um aumento de 20% em relação ao ano anterior. No entanto, o que realmente se destaca é o quão dominantes se tornaram as stablecoins dentro desse crescimento.
Durante este período, o USDT da Tether representou quase dois terços de todas as transações de criptomoedas, ofuscando a atividade em outros ativos digitais. O Bitcoin, apesar da sua proeminência global, representou apenas cerca de 11% do volume. Os analistas atribuem esta tendência a necessidades financeiras práticas, em vez de comércio especulativo.
Os brasileiros estão a usar stablecoins para tudo, desde pagamentos e transferências transfronteiriças até à proteção contra a inflação e a volatilidade da moeda, especialmente durante períodos de incerteza macroeconómica. Para muitas empresas e lares, as stablecoins oferecem uma transferência de valor mais rápida, mais barata e mais previsível em comparação com os métodos tradicionais.
Novas Regulamentações Redefinem o Quadro para o Uso de Stablecoins
Em novembro de 2025, o banco central do Brasil introduziu novos padrões regulatórios com o objetivo de trazer o setor de criptomoedas em rápido crescimento do país sob uma supervisão mais clara. As regras, que entraram em vigor em fevereiro de 2025, colocaram formalmente as transações de criptomoedas sob o sistema de câmbio do Brasil.
Sob este quadro, a compra, venda e troca de stablecoins são agora tratadas como operações standard de câmbio. A mudança gerou um intenso debate entre os responsáveis políticos e os players da indústria, especialmente no que diz respeito à tributação.
O Brasil perde, segundo relatos, mais de $30 bilhões por ano em importações e transferências relacionadas a criptomoedas que não são tributadas. Os reguladores argumentam que classificar o movimento de stablecoins como câmbio externo abre a porta para uma supervisão mais rigorosa e potencialmente novas obrigações fiscais. No entanto, grupos da indústria alertam que a superregulamentação pode sufocar a inovação e deslocar a atividade para o exterior.
O Brasil continua a ser um dos mercados de criptomoedas mais avançados da região
Apesar do ambiente regulatório apertado, o Brasil destaca-se como um dos mercados mais sofisticados e amigáveis ao crypto da América Latina. Bancos tradicionais, instituições de pagamento e neobancos continuam a expandir suas ofertas de crypto, e o envolvimento institucional tem crescido de forma constante ao longo de 2025.
A ascensão das stablecoins reflete essa maturidade. Em vez de depender exclusivamente de ativos especulativos, os usuários brasileiros estão adotando dólares digitais como ferramentas financeiras funcionais, profundamente integradas ao comércio e às transações diárias.
À medida que o cenário regulatório evolui, o próximo ano testará como o Brasil equilibra inovação com supervisão, e se as stablecoins manterão seu domínio avassalador em uma das economias de criptomoedas mais ativas do mundo.