Ethereum supera Bitcoin num contexto de escalada geopolítica

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Ethereum đang mostrando um desempenho superior ao do Bitcoin à medida que a tensão entre os EUA, Israel e Irã continua a impactar o mercado global.

Os dados indicam que o ETH aumentou 18% desde o início de março, enquanto o Bitcoin subiu apenas 13% no mesmo período. A taxa ETH/BTC também subiu 7,6%, passando de 0,0293 para 0,0315 em menos de três semanas, refletindo que o Ethereum está ganhando força relativa, em vez de apenas seguir a tendência geral do mercado.

Esse impulso levou o ETH a ultrapassar os 2.300 USD e a se preparar para o seu primeiro mês de alta desde agosto de 2025. Notavelmente, essa valorização ocorre num contexto macroeconómico de pressão, com riscos de conflito e aumento dos preços de energia a moldar as expectativas de inflação e política monetária.

O conflito militar fez com que o Brent ultrapassasse 102 USD por barril e o WTI mais de 95 USD, com o mercado preocupado com interrupções no Estreito de Hormuz — uma rota que transporta cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito mundial. A alta nos preços do petróleo costuma elevar as expectativas de inflação, aumentando a probabilidade de os bancos centrais manterem políticas de aperto por mais tempo.

Em períodos anteriores, esse cenário favorecia o Bitcoin como ativo de proteção. No entanto, desta vez, o Ethereum lidera a alta, indicando que o fluxo de capitais está se concentrando em fatores específicos do ecossistema Ethereum, como estrutura de mercado, atividade na rede e posição junto a investidores institucionais, em vez de apenas buscar refúgio em ativos contra riscos geopolíticos.

Segundo a Matrixport, o Ethereum está cada vez mais demonstrando características de um ativo financeiro, ajudando a explicar por que o mercado de criptomoedas tem mantido uma força relativa em relação a outros ativos recentemente.

Fluxo de capitais institucionais de volta ao Ethereum

O fluxo de capital de Wall Street está retornando ao Ethereum de forma significativa. Dados do SoSoValue mostram que nove ETFs de ETH à vista registraram mais de 160 milhões de USD em entradas líquidas na semana passada — o maior valor desde meados de janeiro. Essa tendência continua, com os fundos atraindo mais 35,9 milhões de USD em 16 de março.

Essa movimentação reforça a percepção de que a demanda de investidores institucionais está se recuperando após um período de fraqueza.

Vale destacar que a BlackRock lançou recentemente um ETF de staking de Ethereum com o código ETHB, permitindo que investidores aproveitem a volatilidade de preço e os rendimentos do staking. O fundo levantou 104,7 milhões de USD em capital semente e atraiu mais 45,7 milhões de USD nos dois primeiros dias de negociação.

Essa estrutura posiciona o Ethereum como um ativo gerador de fluxo de caixa, especialmente atraente para gestores de fundos que buscam rendimento ao alocar em ativos alternativos.

Simultaneamente, empresas estão acumulando ETH em seus balanços. A BitMine expandiu significativamente seu estoque de Ethereum, com a meta de deter até 5% do fornecimento total. Nas duas primeiras semanas de março, a empresa comprou mais de 100.000 ETH, elevando sua participação para quase 4,6 milhões de ETH até meados do mês.

Retorno do interesse especulativo, com maior cautela

Dados do CryptoQuant mostram que o mercado de derivativos foi “reiniciado” após o flash crash de 10/10, quando cerca de 19 bilhões de USD em posições alavancadas foram liquidadas em 24 horas.

Na Binance, a taxa de alavancagem estimada do Ethereum caiu 27% após o evento, refletindo uma forte redução na atividade especulativa. No entanto, até meados de março, a alavancagem começou a subir novamente, acompanhando a melhora do sentimento de mercado, indicando que o fluxo de capitais especulativos está retornando de forma mais cautelosa do que em ciclos anteriores.

*Taxa estimada de alavancagem do Ethereum na Binance (Fonte: CryptoQuant)*Dados do BlockScholes também mostram que o índice de apetite ao risco do ETH se recuperou de níveis baixos, refletindo uma maior disposição de manter esse ativo quando as condições de mercado se estabilizam.

No que diz respeito à estrutura do mercado, a pressão de venda de curto prazo está diminuindo. O volume de ETH depositado na Binance nos últimos 30 dias caiu para cerca de 20,2 bilhões de USD — o menor desde maio de 2025 — indicando que há menos tokens sendo colocados à venda na plataforma.

Ao mesmo tempo, muitos investidores estão transferindo ETH para carteiras privadas e realizando staking, o que reduz a oferta circulante no mercado à vista e torna o preço mais sensível a novas compras.

Índice de aceitação de risco do Ethereum (Fonte: BlockScholes)## Fortalecimento da rede impulsiona a tendência de alta

Os fundamentos do Ethereum também estão apoiando a tendência de valorização. Segundo a Everstake, a rede está no seu trimestre mais ativo em mais de um ano.

O Ethereum processou mais de 150 milhões de transações e possui 27,7 milhões de endereços ativos neste trimestre — ambos acima da média de 2025. A capacidade de processamento atingiu um recorde de 2,52 milhões de gas/segundo, refletindo o aumento na demanda por aplicações descentralizadas.

*Fluxo de entrada de Ethereum na Binance (Fonte: CryptoQuant)*Um dos fatores de impulso vem do papel do Ethereum no setor de ativos reais tokenizados (RWA). Dados do Token Terminal mostram que o Ethereum está processando cerca de 200 bilhões de USD em ativos financeiros tokenizados, representando 61% do mercado.

Quanto à oferta, após a transição para o mecanismo proof-of-stake, a taxa de emissão de ETH caiu para aproximadamente 0,24% ao ano — muito abaixo dos 1,28% do Bitcoin após seu último halving, segundo análise da Lisk.

Com todos esses fatores, o Ethereum apresenta múltiplos impulsionadores: aumento na demanda por uso real, fluxo de capitais institucionais, oferta controlada e melhorias na estrutura de mercado. Isso ajuda a manter o desempenho superior ao do Bitcoin na fase atual.

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