Um bond é um acordo de empréstimo. Ao comprar um bond, você não investe diretamente em uma empresa, mas empresta recursos ao emissor, que pode ser um governo, município ou corporação. O emissor se compromete a pagar juros em períodos definidos e devolver o valor principal integralmente no vencimento do bond.
Para compreender bonds, é fundamental analisar seus principais componentes:
Esses três elementos constituem a estrutura completa de um bond.
Se é possível recorrer a bancos, por que emitir bonds? Para emissores, bonds são uma forma eficiente de captar recursos.
Governos emitem bonds para financiar obras públicas, infraestrutura ou cobrir déficits orçamentários. Empresas podem emitir bonds para expandir operações, realizar fusões e aquisições, refinanciar dívidas ou otimizar sua estrutura de capital. Diferente das ações, os bonds têm uma vantagem importante: não diluem a participação dos acionistas. Para empresas, emitir bonds significa captar recursos sem perder o controle. Para governos, permite distribuir a necessidade de financiamento ao mercado.
Para investidores, a principal vantagem dos bonds está na estabilidade e previsibilidade, não no crescimento acelerado.
Ao adquirir um bond, o investidor já sabe:
Esse nível de certeza torna os bonds fundamentais em carteiras de investimento. Para quem tem capital expressivo e busca menor exposição ao risco, bonds são essenciais na estratégia de alocação de ativos.
É comum que iniciantes confundam bonds com ações, mas são instrumentos baseados em princípios opostos.
Ações representam propriedade. Ao comprar ações, você se torna sócio e seu retorno depende do crescimento da empresa e da valorização dos papéis. Bonds representam dívida. Ao comprar bonds, você se torna credor e recebe retorno por meio de juros fixos.
Em caso de dificuldades financeiras, os credores têm prioridade sobre acionistas em processos de liquidação. Por isso, bonds costumam ser menos arriscados do que ações, mas também oferecem retornos potenciais mais baixos.
É um equívoco pensar que bonds não têm risco. Na prática, eles apresentam riscos específicos.
Os três principais riscos são:
A estabilidade dos bonds não representa segurança absoluta, mas sim maior previsibilidade na gestão de riscos.
No mercado financeiro tradicional, há um ditado: ações geram crescimento, bonds garantem estabilidade. Bonds equilibram a volatilidade e reduzem o risco total da carteira, especialmente em cenários de incerteza. Para investidores Web3, o raciocínio é semelhante. Quando o mercado cripto está instável, ativos semelhantes a bonds oferecem um perfil de risco-retorno diferente dos ativos mais arriscados.
De forma interessante, essa ferramenta tradicional está sendo reinventada no universo Web3. No setor de RWA (Real World Assets), vários projetos estão tokenizando bonds governamentais e corporativos, permitindo que investidores usem stablecoins para acessar mercados antes restritos a grandes instituições.
Bonds já não são apenas exemplos teóricos das finanças tradicionais — agora fazem parte da alocação de ativos on-chain. Nesse cenário, entender o funcionamento dos bonds é indispensável para investidores avançados em Web3.
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Bonds não são instrumentos financeiros ultrapassados, nem exclusivos de bancos ou governos. São veículos de investimento que utilizam regras, contratos e crédito para transformar tempo em juros. Com a convergência entre Web3 e finanças tradicionais, entender bonds não significa ser mais conservador — é enxergar o cenário completo da alocação de ativos. Quando a empolgação do mercado diminui, os ativos que permanecem não são sempre os mais atraentes — geralmente são as ferramentas fundamentais mais subvalorizadas.





