Olhei para a tela por muito tempo, ainda assim tenho que admitir: não consigo ser extremamente objetivo. Mesmo que a lógica já tenha alertado, mesmo que subconscientemente eu ache que está errado, quando minhas mãos pairam sobre o teclado, ainda surge aquela maldita frase: “E se desta vez for diferente?”. Para ser sincero, todos nós, no fundo, somos arrogantes. Achamos que em algum momento podemos segurar pelo pescoço o destino, que o mundo deve girar ao nosso redor, que somos os escolhidos neste roteiro. Mas na verdade, o mundo nunca precisa de um coadjuvante que acene, ele continuará a seguir seu curso; nós somos apenas os protagonistas de nossas próprias vidas. Antes, achava que essa “sorte” era uma vergonha, agora acho que, talvez, seja a temperatura de ser humano. Mas preciso aprender a colocar uma tampa racional nesta chama. Admitir que sou apenas um coadjuvante é, na verdade, bastante libertador. Sem aquela pressão divina de “precisar estar certo”, posso, ao contrário, aperfeiçoar minhas próprias falas. Não busco mais milagres, apenas uma lógica coerente.
Ver original
Esta página pode conter conteúdos de terceiros, que são fornecidos apenas para fins informativos (sem representações/garantias) e não devem ser considerados como uma aprovação dos seus pontos de vista pela Gate, nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Declaração de exoneração de responsabilidade para obter mais informações.
Olhei para a tela por muito tempo, ainda assim tenho que admitir: não consigo ser extremamente objetivo. Mesmo que a lógica já tenha alertado, mesmo que subconscientemente eu ache que está errado, quando minhas mãos pairam sobre o teclado, ainda surge aquela maldita frase: “E se desta vez for diferente?”. Para ser sincero, todos nós, no fundo, somos arrogantes. Achamos que em algum momento podemos segurar pelo pescoço o destino, que o mundo deve girar ao nosso redor, que somos os escolhidos neste roteiro. Mas na verdade, o mundo nunca precisa de um coadjuvante que acene, ele continuará a seguir seu curso; nós somos apenas os protagonistas de nossas próprias vidas. Antes, achava que essa “sorte” era uma vergonha, agora acho que, talvez, seja a temperatura de ser humano. Mas preciso aprender a colocar uma tampa racional nesta chama. Admitir que sou apenas um coadjuvante é, na verdade, bastante libertador. Sem aquela pressão divina de “precisar estar certo”, posso, ao contrário, aperfeiçoar minhas próprias falas. Não busco mais milagres, apenas uma lógica coerente.